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blog / Fine Art e a cultura periférica: o algodão como expressão artística

algodão & sustentabilidade | 10 de fevereiro de 2022 | 0

Conheça 5 artistas que investem na impressão fine art e usam papel de algodão para dar vida ao cotidiano nas comunidades. 

 

Se você é do tipo que adora obras de arte, com certeza se preocupa com a qualidade dos seus quadros e fotografias, certo? Afinal, essas peças costumam ter alto custo devido à complexidade, técnica e originalidade. Mas uma coisa é certa: a escolha do papel vai definir a vida útil de sua obra.

Um produto de baixa qualidade pode fazer com que a tinta não seja absorvida adequadamente, trazendo a durabilidade. Por isso, o papel 100% algodão é a melhor alternativa para esse processo de impressão e a gente te explica por que.

Fine Art: o que é, como faz e quem faz 

Fine Art é um conceito, onde as obras criadas pelos artistas têm o objetivo de alcançar um nível estético e artístico de alta qualidade.

Já a impressão Fine Art é o processo de transferir artes digitais, fotografias e pinturas para papéis naturais, através de um rigoroso e cuidadoso processo de produção. Normalmente, galerias e exposições imprimem os trabalhos em Fine Art pela durabilidade e fidelidade da imagem, já que são exigências requeridas para obras que devem durar mais de um século, sem alteração de cor, por exemplo.

Esse tipo de impressão é capaz de valorizar diversas combinações de cores e alcançar suaves graduações por usar mais cartuchos. O papel usado para a impressão Fine Art também precisa ser específico: 100% algodão, alfa celulose ou tela canvas, além de serem usadas tintas com pigmentação mineral. Tudo isso para garantir o aspecto natural e a vivacidade das cores e contrastes.

Esse estilo vem chamando atenção de fotógrafos e artistas que veem no papel de algodão uma forma de expressar sua arte sem abrir mão da qualidade. Entre eles, 5 jovens que ganharam destaque nas redes sociais por retratarem a vivência das quebradas do Rio de Janeiro e São Paulo de maneira inusitada.

Weslhey Nascimento – @dablio.art

Camelô, padeiro, barbeiro e artista. Esse foi o trajeto percorrido por Dáblio, o artista plástico e digital que ganhou atenção quando um tweet com uma de suas artes bombou. Depois, ganhou cerca de 16 mil seguidores que passaram a acompanhar a evolução do seu trabalho nas redes sociais. O carioca, que mora no Morro da Babilônia, representa a realidade da favela e dos ambientes periféricos para um corpo preto, no Rio de Janeiro, através de seu trabalho.

Eduardo Ribeiro – @_eduribeiro 

Com um olhar cuidadoso e minimalista, o jovem da Baixada Fluminense começou sua trajetória artística despretensiosamente aos 6 anos e hoje conta com mais de 111 mil seguidores, entre eles músicos, artistas e influencers. Sem contar as páginas de jornalismo independente que sempre repostam suas telas em fine art, que ganham curtidas e compartilhamentos rapidamente. O motivo? Edu retrata a estética brasileira de maneira imponente, colocando os holofotes em uma população que normalmente está à margem.

Guilherme Lima – @manolimaa

 

Guilherme ilustra o cotidiano de um jeito brasileiro, como já diz sua biografia no Instagram, e essa introdução não poderia ser mais assertiva. É comum se identificar com suas telas: futebol, capoeira, pipa, bicicleta, amizade são algumas das temáticas que, embora leves, têm toda uma representatividade e crítica social por trás.

Juan Calvet – @calvet_arts

De técnico em eletromecânica a ilustrador, Juan mostrou como disposição e talento correm juntos e chegam muito mais longe se forem aliados. Quando os seus equipamentos foram comprados usados, Calvet já mostrava que, com pouco, fazia muito. Após a parceria com a Wacom, uma empresa de mesas digitalizadoras, foi questão de tempo para aprimorar ainda mais as suas ilustrações e chamar a atenção dos seguidores. Com uma pegada afrofuturista, cheia de referências e inspiração, o ilustrador retrata diversas realidades dos corpos pretos.

Murilo Renan – @palaciosdaluz

São Paulo, a selva de pedra, continua inspirando e criando artistas incríveis! Murilo é um deles, que traz a referência do estilo street da cidade para os seus personagens. Dono de um pincel afiado, ele tem na música sua maior referência, de Djonga a Zeca Pagodinho.  Palácios da Luz, como também  é conhecido o ilustrador, vem mostrando como as nossas vivências e gostos podem ser grandes aliados no processo criativo.

Sabe o que todos esses artistas têm em comum? Todos eles são independentes e têm no algodão um importante aliado para suas manifestações artísticas e sociais! Por isso, o seu apoio faz toda a diferença para que eles consigam fazer da arte uma forma de renda fixa e rentável.

Conheça as coleções completas desses artistas.

Vamos juntos?

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