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blog / A importância da cultura Maker: o “faça você mesmo” nunca fez tanto sucesso

algodão & sustentabilidade | 11 de fevereiro de 2021 | 0

Sabia que a cultura Maker dialoga diretamente com hackers e coders? Uma revolução pode começar quando você aprende a fazer crochê ou trocar o chuveiro. 

Se você já fez um passo a passo de artesanato, ou procurou no Youtube por um vídeo para trocar um chuveiro, de alguma forma, você vive a cultura Maker, mesmo sem pesquisar sobre seus conceitos teóricos. Basicamente, ela acredita que todas as pessoas devem ter a capacidade de construir, reparar ou fabricar objetos para resolver certas necessidades do dia a dia.

A cultura, ou movimento Maker é uma espécie de evolução do “faça você mesmo”. Ela ganha cada vez mais espaço presencial e, principalmente, virtual, devido ao momento de isolamento social em que vivemos.

O movimento surgiu em meados da década de 1960, ancorado por conceitos de independência lapidados pela cultura do punk. Assim, o pós-guerra, que trazia a escassez de matéria-prima e regras impostas pela indústria de consumo, já não fazia tanto sentido nesse novo cenário. Passado este período conturbado, era necessário construir objetos que solucionassem os problemas do dia a dia e que tivessem menos impacto ambiental.

Hoje, essa cultura nunca esteve tanto em evidência e segue muito enraizada, enfatizando, de todas as formas, seus cinco principais pilares: objetividade, inclusão, compartilhamento, praticidade e funcionalidade.

Marie Castro compartilha em suas redes a paixão pelo crochê 

Esse tipo de conceito inunda a criatividade dentro de cada um, ao mesmo tempo em que traz um sentimento de autonomia e empoderamento enorme.

Por isso, a cultura Maker é um passo à frente para a construção de um futuro mais consciente. Até o ex-presidente norte americano Barack Obama afirmou que “apoiar o movimento Maker é essencial para uma nova revolução industrial”.

Faça você mesmo, hackers e coders, tudo junto e misturado

Com o avanço tecnológico, a cultura maker caminha de mãos dadas com o universo de outros dois perfis muito interessantes: o dos hackers e o dos coders.

De uma forma resumida, os hackers atuam em sistemas que já existem e tentam modificá-los através dos seus conhecimentos, enquanto o maker cria algo do zero. Já o coder cria o código que está por trás dessas ideias. As linhas que dividem os espaços desses três tipos são muito tênues e, hoje em dia, é muito comum que um complemente o espaço do outro.

Os makershackers e coders são perfis também muito comuns encontrados nos Fab Labs,  abreviação em inglês que significa “laboratório de criação”. Basicamente, trata-se de um espaço onde essas pessoas se reúnem para compartilhar conhecimentos na criação e fabricação de projetos digitais. Lá, tudo acontece de forma colaborativa.

O Fab Lab pode ser um lugar físico ou até uma comunidade digital, onde pessoas trabalham juntas ou à distância, com o objetivo de criarem novas soluções para a sociedade.

Por outro lado, aqui no Brasil, a cultura Maker é muito difundida entre os agentes de ensino. Estes profissionais acreditam que aos serem expostos a conceitos dessa cultura, seus alunos se tornam mais curiosos, inventivos e objetivos. Por isso, é comum enxergar resultados positivos em grandes grupos de estudantes, onde eles são vistos como indivíduos mais conscientes e preparados para ocupar espaços de grande notoriedade em diversos campos da nossa sociedade.

Dessa forma, não é sobre apenas criar sem consciência, mas sim, idealizar coisas que possam impactar positivamente em diversos campos da nossa sociedade.

 

Onde a cultura Maker e o artesanato conversam

Dentro do meu campo de atuação profissional, que é a criação de conteúdo DIY (abreviação para Do It Yourself, ou, Faça Você Mesmo), enxergo aspectos positivos em todos esses novos movimentos, principalmente, durante o isolamento social em que vivemos.

Hoje, as pessoas precisam ficar mais dentro de casa e se rendem às técnicas makers para exercer sua liberdade de expressão e autonomia. É quase um grito orgânico de rebeldia!

Assim, o número de pessoas interessadas nessas técnicas e conceitos cresce a cada dia. Aqui no Brasil, até viram uma atividade que gera renda!

Diante de tantas possibilidades, muitas pessoas se arriscam no movimento do “faça você mesmo” para complementar seus ganhos familiares e já pensam em novos caminhos profissionais. É uma área que tende a crescer nos próximos anos, resgatando conceitos simples para escrever um novo jeito de olhar para o futuro. Nessa nova era, o tecnológico e o analógico caminham juntos, em prol de uma sociedade mais desenvolvida.

 

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