ONG parceira do movimento ganha notoriedade ao promover o artesanato, a costura e o bordado a pessoas em situação vulnerável.

O Instituto ITI (Igualdade, Transformação e Inovação Social) é uma organização não governamental e sem fins lucrativos que atua, de forma dedicada, para o desenvolvimento social de parte da população local.

Fundado em 2009 na cidade mineira de Itabira, o Instituto nasceu com objetivos bem estabelecidos: através da qualificação profissional, transferência de conhecimento, cultura e educação, fomentar a igualdade, a transformação e a inovação social para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Dentre seus diversos projetos de desenvolvimento social, um se vincula fortemente ao movimento Sou de Algodão e justifica a parceria com o Instituto: o projeto Costurando Vidas, iniciativa que consiste em, basicamente, ensinar artesanato, bordado e, principalmente, a costura para participantes da ONG.

Ao ensinar este ofício que não apenas abrange o desenvolvimento profissional, mas que também é uma ferramenta cultural que estimula a criatividade, o Instituto ITI demonstra a importância dos três pilares da sustentabilidade: o social, onde pessoas em vulnerabilidade social aprendem um novo ofício; o econômico, já que os alunos adquirem a possibilidade de gerar renda através da atividade, e o ambiental, devido ao fato de que os tecidos utilizados pela ONG são, em sua maioria, reutilizados.

Não é à toa que as confecções das costureiras que compuseram a primeira turma de Costura, Bordado e Artesanato Sustentável do instituto chegaram às passarelas do maior encontro de moda e sustentabilidade da América Latina: o Brasil Eco Fashion Week.

A coleção foi idealizada pelo fundador do Instituto, Ronaldo Silvestre, que, de forma criativa, fez um paralelo entre a personalidade animal e a humana. “Eu guardo com muito carinho um vinil do “Le Carnaval des Animaux” – obra do compositor francês Camille Saint-Saens, uma sátira musical que não se refere somente aos “animais” citados, mas, igualmente, à Caracterologia Humana. Quem nunca conheceu gente “pavão”? Quem nunca se deparou com “raposas” (e das velhas)? Quem nunca esbarrou em gente “leão”?”, diz Ronaldo.

Os tecidos que compõem a coleção também partem do princípio sustentável que o Instituto ITI e o movimento Sou de algodão compartilham: são resíduos têxteis de marcas parceiras do movimento, como a G Vallone, Santanaense, Dalila Têxtil e Capricórnio Têxtil.