Marcas parceiras do movimento Sou de Algodão são exemplo do uso consciente de recursos hídricos em toda a cadeia produtiva da pluma.

 

A água doce é um bem insubstituível. Abundante no Brasil, consumimos esse recurso o tempo todo: bebemos pura e usamos para passar um café, tomamos banho, lavamos louça, limpamos a casa, crescemos lavouras, produzimos bens industriais – ela sempre presente. Conscientes da importância da água, tentamos reduzir ao máximo gastos desnecessários, porque somos parte de um mesmo futuro – e todos temos a ganhar com a economia.

A cotonicultura sabe do valor dos recursos hídricos para o futuro e se preocupa com seu uso consciente do plantio à vitrine. No Dia Mundial da Água, o movimento Sou de Algodão traz exemplos de marcas parceiras que aplicam ações efetivas de uso consciente da água em suas produções.

 

Ahlma

A Ahlma usa tecidos recuperados – que seriam desperdiçados por erros na fabricação ou por serem de coleções antigas. Descartados e acumulados em fábricas parceiras da marca, esses tecidos são usados de forma criativa e sustentável na elaboração de peças novas: no primeiro ano de produção, foram mais de 2 toneladas de malha transformadas em mais de 10 mil peças.

O resultado disso? Cerca de 48 mil litros de água poupados em apenas um ano. A economia se repete em outros processos: a marca utiliza algodão certificado pela BCI (Better Cotton Initiative), que garante redução quase total de resíduos tóxicos na produção das peças.

Além disso, a marca fabrica jeans reciclado, que economiza mais de um milhão de litros de água: uma redução de 80% do uso de água em relação à forma tradicional de fabricação das peças.

 

Vicunha Têxtil

A Vicunha é uma das maiores produtoras de índigos e brins do mundo. Em parceria com o movimento ECOERA, pioneiro na integração dos conceitos de sustentabilidade ao universo da moda, a marca criou o projeto chamado “Pegada Hídrica Vicunha”, que tem por objetivo mapear o impacto do uso da água na produção de suas peças.

O projeto vai calcular o volume de água gasto desde o plantio do algodão utilizado pela marca até o processo final da cadeia produtiva, o descarte do jeans, no fim de sua vida útil. Esse mapeamento possibilitará a criação de outras formas mais eficazes de redução do consumo de água e de projetos de recuperação do solo, conservação dos recursos hídricos e outras iniciativas de compensação socioambiental.

O “Pegada Hídrica Vicunha” é pioneiro na indústria nacional da moda. É a primeira vez que um diagnóstico completo do uso de recursos hídricos sobre um processo ou produto será realizado.

 

Equus e Rovitex – dois exemplos de economia pelo tratamento de água

A Equus é uma marca de jeans que, seguindo preceitos de consumo consciente e responsável, instalou em sua lavanderia uma ETA – Estação de Tratamento de Água.

Equus

 

A estação contribui na diminuição do impacto da produção porque permite a reutilização da água utilizada. Além disso, depois de tratada, a água fluvial usada pode ser devolvida, limpa, de volta aos rios. A marca se prepara para o uso de águas da chuva em seu processo produtivo.

O Grupo Rovitex tem uma ETE – Estação de Tratamento de Efluentes que funciona de maneira semelhante: trata a água utilizada no processo produtivo e a devolve limpa aos rios. Os produtos de alta tecnologia utilizados pela marca também fazem sua parte: com eles, o consumo de água nos processos de tingimento da marca foi reduzido em 67%.

ETE da Rovitex

 

Reserva Natural

A Reserva Natural também trata os recursos hídricos usados na fabricação de suas peças. A lavanderia da marca fica na cidade Passos, em Minas Gerais e o tratamento funciona assim: polímeros biodegradáveis e outras moléculas adicionadas transformam a matéria orgânica que ficou na água em partículas maiores. Assim, elas ficam mais fáceis de serem removidas e permitem que a água seja escoada livre delas – de volta para o rio, limpa. O resíduo é descartado depois, de forma correta.

O Movimento Sou de Algodão, através de suas ações e marcas parceiras, estimula o consumo consciente e responsável dos recursos hídricos em toda a cadeia produtiva da cotonicultura.