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blog / Brasil tem a maior cadeia têxtil vertical do Ocidente e isso impacta sua vida. Entenda como!

algodão & sustentabilidade | 17 de junho de 2021 | 0

Fernando Pimentel, presidente da Abit, explica como funciona a cadeia verticalizada e por que ela é vantajosa para consumidores, mercado e economia. 

Já sabemos que o Brasil é privilegiado em termos de capacidade produtiva de alimentos. Nosso solo é rico, fértil e temos comida abundante o ano todo graças à força da natureza e à potência agronômica. Porém, quando falamos em produção têxtil, também temos muito a considerar, já que o Brasil detém a maior cadeia verticalizada do Ocidente. E nós vamos explicar como este é um fator que impacta diretamente o seu dia a dia, a economia e o mercado brasileiro.  

O que é uma cadeia têxtil verticalizada? 

Quando falamos em cadeia integrada, ou verticalizada, isso significa que temos autossuficiência em produção desde a matéria-prima até o produto final. Atualmente, o Brasil é referência mundial nesse assunto: hoje, somos o maior fornecedor de algodão responsável e o segundo maior exportador da fibra do mundo. Resumindo, a produção é tamanha que supre a demanda interna, enquanto outra parte é vendida a países que precisam, como China, Paquistão, Vietnã, Turquia e muitos outros. 

Além das fazendas produtoras, nosso país também abriga os demais elos da cadeia têxtil, responsáveis por desenvolver os elementos da roupa que chega até você. São beneficiadoras, fiações, tecelagens, malharias, confecções, fábricas de cama, mesa e banho, indústria calçadista e mais de 150 mil varejistas. Esta jornada fecha a dinâmica produtiva e supre totalmente a necessidade da população brasileira. E, além do algodão, o Brasil produz seda, juta, sisal e também fibras sintéticas que são utilizadas em menor quantidade no mercado têxtil.  

Fiação: um dos elos da cadeia têxtil | Foto: Pexels

A verticalização da cadeia é boa ou ruim para a economia? 

Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), explica que esta é uma questão que levanta discussões ainda, mas que é clara a vantagem brasileira diante do mercado global. “O Brasil tem essa autossuficiência e, eu diria que, neste período da pandemia, ficou mais do que provada a relevância de um parque produtivo integrado e verticalizado. Isso porque fomos capazes de atender necessidades emergenciais na área de saúde, de proteção social e outras urgências”. 

Segundo Pimentel, as vantagens não param por aí. “Conseguimos levar mais produtos com funções protetivas e inteligentes ao consumidor final. O Brasil tem esse ecossistema”. Mesmo com essa capacidade produtiva, o País ainda tem necessidade de importação, porém, de forma não dependente.  

“Do vestuário que é consumido no Brasil, em torno de apenas 15% vem de fora. Então, o fato de ser verticalizado não nos impede de nos relacionarmos com o mundo. O País, ainda assim, importa, exporta e tem empresas multinacionais. Vejo de uma maneira positiva também a questão da verticalização, porque temos a capacidade de controlar e ajustar melhor a produção, evitando desperdícios, ajudando na agenda da sustentabilidade e atendendo as necessidades do consumidor que mudam de acordo com a temperatura, estação e avanços sociais”, explica o presidente da Abit. 

Uma vantagem em tempos de pandemia 

Pimentel lembra também que a pandemia de Covid-19 foi um marco nas dinâmicas de mercado e o Brasil conseguiu se manter estável por conta da sua cadeia têxtil integrada. 

“Assistimos a problemas sérios nessa rede de suprimentos internacional que espalhou uma série de produtos e de insumos, interrompendo linhas de produção de grandes empresas internacionais. O Brasil é um caso ímpar, é a maior cadeia produtiva integrada do ocidente e, entre os países de grande população, como China e Índia, temos um grande destaque”, diz. 

Ainda segundo Pimentel, quase 27 anos depois do lançamento do Real, o menor índice de inflação medido, facção do consumidor, foi relativo ao vestuário: cerca de 340% no período, contra uma inflação média geral de 660%. “Além do setor ser verticalizado, geramos emprego em todos os elos da cadeia produtiva e somos o segundo maior empregador da indústria de transformação nacional”. 

Fontes: 

http://abit-files.abit.org.br/site/publicacoes/Poder_moda-cartilhabx.pdf  

https://www.abit.org.br/home  

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