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blog / Algodão no hospital: entenda por que a fibra é a mais indicada para ambientes de saúde

saúde & bem estar | 8 de julho de 2021 | 1

Conversamos com a hoteleira hospitalar Lauara Leroy, que tirou as nossas dúvidas sobre o uso do algodão em ambientes hospitalares.  

Ambientes hospitalares precisam de cuidados redobrados quando o assunto é higiene, limpeza e esterilização. Por isso, não é qualquer material que entra neste tipo de ambiente, sendo muitos inapropriados para uso. Em ambientes como este, o algodão é um elemento muito importante, integrando o conjunto de itens tanto da paramentação médica quanto da área hoteleira hospitalar.  

Paramentação médica e algodão 

É chamada de paramentação médica o conjunto de elementos utilizados para garantir a proteção biológica do paciente e da equipe médica, garantindo um ambiente estéril e seguro para procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais. E, aqui, uma grande parte dos itens utilizados pela equipe leva algodão em sua composição, como: roupas privativas, toucas, pró-pés e máscaras. Além dessas peças, são utilizados para os processos cirúrgicos campos e opas, espécie de “recorte” de tecido que limitam a área a ser trabalhada cirurgicamente. 

Tecidos de algodão são majoritariamente escolhidos para esta função porque levam fibra natural, o que minimiza o risco de proliferação de bactérias. Além disso, oferece mais maleabilidade, conforto térmico, absorção de umidade e gentileza à pele da equipe que, muitas vezes, dedica horas e mais horas a um único procedimento.  

Roupas de cama, fronhas, roupões e outros itens: o algodão no hospital é essencial para o conforto, higienização e cumprimento dos protocolos de segurança | Foto: Rafael Fernandes

No hospital também tem enxoval de algodão! 

Roupas de cama, lençóis e fronhas também são feitos com algodão na maioria na composição. Porém, estas peças devem ser projetadas para enfrentarem cinco etapas: 1- Lavanderia em processo de higienização; 2- Transporte entre lavanderia e hospital; 3- Rouparia do pavimento (andar); 4- Rouparia Central (estoque) 5- Em uso. 

A vida útil dos enxovais hospitalares em algodão abrangendo fronhas, toalhas, pisos, lençóis, camisolas, roupões e colcha, dependerá do processo de higiene utilizado, dos setores a que são destinados e do rodízio periódico pelos quais precisam passar. Aqui, é necessário garantir o descanso da fibra! Para os enxovais cirúrgicos é preconizado que sejam reprocessados por cerca de 60 vezes, incluindo os aventais e campos cirúrgicos.  

Como é feita a higienização dos itens de algodão no hospital? 

No caso do hospital onde Lauara trabalha, os enxovais de hotelaria hospitalar são separados em lavanderia terceirizada por modelo e cor. As peças são divididas em hotelaria (fronhas, toalhas, pisos, lençóis, cobertores, bermudas, camisolas, roupões e colcha) e enxoval cirúrgico (campos cirúrgicos e aventais).   

“Os enxovais são higienizados com produtos especiais em que as dosagens são realizadas por automação via computadores e bombas dosadoras. Para isso, são utilizados oito tipos de produtos químicos, variando a quantidade conforme cada demanda ou classificação (leve, pesado, cirúrgicos, cobertores, privativos, etc). Todos os comandos são realizados pela central CLP (comando lógico programável) e não há a influência do operador (lavador)”, diz. 

Para que a qualidade das diluições e os processos sejam garantidos, a empresa terceirizada mantem um químico na unidade uma vez por semana para realizar a aferição, calibração, resultado da lavagem, porcentagem de residual e auditorias pertinentes ao produto para que, assim, possam assegurar a qualidade esperada. 

Diariamente, a equipe de hotelaria do hospital faz uma triagem para retirar de circulação os itens que já não estão adequados para uso. Então, eles são separados por categorias, os logotipos são retirados e os enxovais são encaminhados para doação. 

Lauara Julia Gomes Leroy, hoteleira, responsável pela área de hotelaria do Hospital Unimed Ribeirão Preto| Foto: Rafael Fernandes

Tipos de paramentação hospitalar 

A equipe responsável pelo enxoval hospitalar pode escolher o algodão como principal material, mas também existem elementos descartáveis disponíveis. Entender as necessidades de cada situação é fundamental para fornecer a melhor opção.  

No caso dos itens de algodão, as vantagens e características são:  

  • É reutilizável, portanto, mais sustentável; 
  • Deve ser confeccionado com 100% algodão e textura de aproximadamente 40 a 56 fios por cm²; 
  • Por ser natural, o tecido pode encolher ou desbotar; 
  • Não aquece como vestimenta cirúrgica (o ambiente cirúrgico deve manter uma temperatura entre 21ºC a 25ºC); 
  • Não é impermeável, permitindo a pele respirar; 
  • Precisa de lavanderia e posteriormente esterilização; 
  • A durabilidade do tecido é de aproximadamente 3 meses (65 vezes entre lavagens e autoclavagens); 
  • No Brasil não há uma normativa com o prazo de validade do tecido; 
  • É proibido utilização do tecido cerzido, remendado, com furos e/ou rasgos. 

Fonte: https://pebmed.com.br/paramentacao-cirurgica-o-que-voce-precisa-saber/  

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