
Stylists: o elo entre artistas e a moda autoral brasileira
Quando Ryan Fidelis lançou Tons de Marrom, muita gente conheceu um dos nomes em ascensão da nova geração da música brasileira. O álbum, que marca uma nova fase da carreira do cantor, também chamou atenção pela identidade visual.
O que pouca gente sabe é que o look usado na capa já tinha outra história antes de chegar até ali. A peça foi criada por João Pimenta, estilista parceiro, para o desfile realizado em parceria com o Sou de Algodão durante a SPFW N57, no centenário Edifício Martinelli. Meses depois, ela ganhou uma nova vida pelas mãos do stylist Léo Lucaz, que a escolheu para representar visualmente o novo trabalho do artista.
Pode parecer apenas uma escolha de figurino, mas ela revela um movimento que vem transformando a moda brasileira: coleções autorais que deixam a passarela para ocupar outros espaços da cultura e stylists que fazem essa conexão acontecer.

SPFW – N57
Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Uma coleção não termina quando o desfile acaba
Durante muito tempo, a passarela era vista como o ponto final de uma coleção, certo? Mas hoje, ela é só o começo. Cada vez mais, looks criados para desfiles reaparecem em editoriais de moda, videoclipes, capas de álbuns, campanhas e premiações. Em vez de ficarem restritos ao calendário fashion, passam a circular por diferentes universos e encontram novos públicos.
Foi exatamente esse o caminho percorrido pelo look do João Pimenta. Quando apresentou sua coleção na SPFW N57, o estilista experimentava uma nova fase da marca. Conhecido pelo trabalho conceitual e pela alfaiataria, decidiu desenvolver peças mais próximas do universo streetwear sem abrir mão da identidade que construiu ao longo da carreira.
O algodão foi protagonista dessa mudança. Além da praticidade e da versatilidade, João destacava a importância de conhecer a origem dos tecidos e estreitar a relação com fornecedores nacionais, aproximando sua criação da indústria têxtil brasileira.
A coleção até pode ter nascido para a passarela, mas os olhares atentos dos profissionais da moda logo a tiraram de lá.
Quem faz esse caminho acontecer?
Se uma roupa consegue sair de um desfile e chegar à capa de um álbum, existe alguém construindo essa ponte, esse alguém é o stylist.
Muito além de escolher roupas, esse profissional pesquisa novos estilistas, visita ateliês, acompanha coleções, organiza empréstimos e entende quais criações traduzem melhor a identidade de cada artista. Seu trabalho é transformar moda em narrativa:
“Quando comecei a trabalhar como stylist, decidi que queria priorizar marcas brasileiras em todas as minhas produções. O Brasil tem designers talentosos, matérias-primas de qualidade e uma indústria potente. Por isso, acredito que valorizar a moda nacional também é uma forma de fortalecer toda essa cadeia criativa.”
— Léo Lucaz
No caso de Tons de Marrom, o styling também ajudou a construir a atmosfera visual do álbum. O look não foi escolhido apenas pela estética, mas pela história que carregava e pela forma como dialogava com a identidade do projeto.
É justamente esse olhar que tem aproximado artistas da moda autoral brasileira e apresentado novos criadores para públicos muito além das semanas de moda.

O que acontece depois da passarela
Nem toda coleção tem a oportunidade de continuar circulando e foi para mudar essa realidade que nasceu o Acervo Sou de Algodão.
Os looks desenvolvidos em desfiles, projetos especiais e colaborações passam a integrar um acervo disponível para empréstimos destinados a editoriais, shows, videoclipes, campanhas, premiações e outras produções culturais.
Na prática, isso significa prolongar a vida de peças que muitas vezes existem em exemplar único e criar novas oportunidades para que estilistas brasileiros sejam descobertos.
“As peças do Acervo Sou de Algodão conversam com as narrativas que busco construir, seja em editoriais, shows ou revistas. O styling vai muito além da roupa: é uma ferramenta para contar histórias. Quando encontro um projeto que valoriza a criação brasileira, essa conexão acontece de forma muito natural.”
— Ed Xavier
Foi assim que outros artistas como Negra Li, Rael, Xamã, Ryan Fidelis, Mariana Aydar, Milton Nascimento e Linn da Quebrada levaram para palcos, capas de discos e produções audiovisuais criações que nasceram dentro da moda autoral brasileira.
Cada novo empréstimo amplia a circulação dessas coleções e reforça um ciclo em que artistas, stylists e estilistas ajudam a fortalecer a produção nacional.
O próximo destino pode ser o seu projeto
Ao prolongar a circulação dessas coleções, o Acervo Sou de Algodão fortalece um ciclo em que estilistas, stylists, artistas e produtores culturais ajudam a ampliar a visibilidade da moda autoral brasileira.
Se você trabalha com editoriais, shows, videoclipes, campanhas ou outras produções e busca peças de estilistas brasileiros, o Acervo reúne looks disponíveis para empréstimo que continuam levando essas criações para novos contextos muito depois da passarela.
Conheça o Acervo Sou de Algodão e descubra como solicitar um empréstimo para o seu próximo projeto.

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