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blog / Tratamento de resíduos têxteis: como a Greentec inova a cadeia através da logística reversa

algodão & sustentabilidade | 22 de abril de 2021 | 0

Conversamos com Alexandre Teixeira, fundador da empresa, que fala sobre responsabilidade ambiental e como a economia circular poder ser revertida em boa reputação para empresas.  

Nascida há apenas dois anos, na cidade de Suzano, São Paulo, a Greentec foi criada no meio de um furacão: recentes problemas econômicos e sanitários emergem no universo da moda, trazendo um rastro de desperdício e irresponsabilidade na destinação de resíduos têxteis. 

Sob comando do empresário Alexandre Teixeira de Jesus, a empresa se posicionou no meio desta cadeia imprescindível na economia nacional para minimizar o impacto dos restos de tecidos e promover mais conscientização entre os elos do sistema produtivo. 

A Greentec coleta os resíduos nas fábricas associadas, tratando-os e transformando-os em matéria-prima devolvida para a cadeia em formato de novas fibras. Após garantir a segurança pela descaracterização, realizada por mão de obra inclusiva e especializada, a equipe destina o tecido à economia circular, que envolve as seguintes etapas: triagem, moagem e prensagem.  

Bacharel em ciências jurídicas e especializado em meio ambiente, Alexandre é quem comanda as operações da Greentec e afirma que a conscientização por parte do empresariado é fundamental para que paradigmas sejam quebrados. O planeta e a cadeia agradecem! 

Green Tec – estação de tratamento e logística reversa de resíduos têxteis, localizada em Suzano – SP

SdA – Como surgiu a Greentec e como foi o período de criação e estabilização da empresa no mercado? 

AT – A Greentec nasceu em meio à crise financeira e sanitária do país. Apesar de sermos uma empresa jovem com apenas dois anos no mercado, estamos em uma linha de crescimento muito boa e com grandes expectativas para este ano. 

SdA – Atualmente, qual a quantidade de resíduos têxteis que a empresa recolhe e processa, mensalmente? 

AT – Hoje, processamos cerca de 500 toneladas de resíduos por mês, um valor relativamente pequeno já que a pandemia reduziu a geração de resíduos entre uma escala de 10 a 20%. 

SdA – Qual é o perfil das empresas que contratam a Greentec para dar um destino sustentável aos resíduos têxteis? Vocês trabalham com cliente de todo o Brasil? 

AT – Multinacionais nos procuram, já que a conscientização ambiental está mais desenvolvida e a legislação de muitos países salienta o compromisso das empresas com o meio ambiente. Atuamos também com empresas nacionais que estão se preocupando cada vez mais com a destinação de seus resíduos e buscam alternativas de reduzir o impacto ambiental gerado. E com outras que seguem normas ambientais induzidas por contratantes que exigem delas esse comprometimento ambiental. 

SdA – Quais são os principais destinos finais destas sobras de tecido? 

AT – O destino do material é sempre o tratamento de resíduos que volta para o mercado. 

SdA – Qual é o caminho que o resíduo tem depois de sair de uma confecção, por exemplo? 

AT – Coletamos ou recebemos esses resíduos que passam por uma triagem antes de serem processados e transformados em fibras têxteis. 

Cerca de 500 toneladas de resíduos são tratadas na Greentec mensalmente e encaminhadas a novos destinos

SdA – Em termos financeiros, qual o impacto que a destinação responsável de resíduos pode dar a uma empresa têxtil? 

AT – A destinação responsável demonstra comprometimento sustentável e contribui para a construção de uma imagem positiva diante de seus clientes, parceiros e do público em geral. Hoje, diversas instituições preferem fazer negócios com outras empresas que estão em conformidade com a sustentabilidade. A Greentec ainda garante o cumprimento dos requisitos legais, minimizando riscos de multas e punições.  

SdA – Alguns de nossos entrevistados, que comentaram sobre o problema dos resíduos têxteis, mencionaram que ainda falta consciência para a maioria dos gestores e empresários do ramo. Você concorda? Por que? 

AT – Sim, concordo. O Brasil é uma grande potência mundial da indústria têxtil e como consequência, somos um dos maiores geradores de resíduos têxteis do mundo também. Nosso cenário pede aos gestores e empresários do ramo um maior comprometimento ambiental nas soluções dadas aos resíduos, como fazem outros grandes países, que hoje possuem planos e projetos sustentáveis muito mais avançados que os nossos. Os resíduos têxteis, quando limpos, podem ser reciclados e reutilizados, mas, por falta de informação e/ou consciência, a principal destinação acaba sendo os aterros sanitários por conta da facilidade de descarte. 

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