Regime de produção sem irrigação artificial economiza enquanto produz; Brasil é campeão de produtividade com o método

Parece difícil imaginar que uma lavoura consiga sobreviver sem um sistema complexo, caro e pouco econômico de irrigação para mantê-la viva e exuberante. No entanto, a cotonicultura brasileira vem mostrando que isso está longe de ser verdade.

Diante das agruras de períodos de seca e de pragas, a produção brasileira aproveitou as características vigorosas dessa cultura para se readaptar e encontrar melhores condições: hoje, a cultura se concentra no cerrado, onde os períodos secos e úmidos são mais bem definidos e possibilitam uma estratégia de plantio mais eficaz. Assim, as águas da chuva são aproveitadas e a lavoura não precisa de irrigação durante as estações secas – é o regime de sequeiro.

Na verdade, o algodoeiro é uma planta bastante resistente à seca, e somente precisa desse recurso, mais intensamente, nos períodos de plantio e florescimento. Depois das maçãs abertas, quanto menos irrigação, melhor. Além disso, a cotonicultura nacional usa técnicas agrícolas modernas e sustentáveis para garantir uma produção ainda mais resistente ao regime de seca.

O Brasil é o país com maior produtividade de algodão nas lavouras de sequeiro – para a safra 2018/2019, a expectativa é de 1.668 kg de pluma por hectare. Na produção 2017/2018, 92% da área plantada no Brasil foi por esse método muito mais econômico e responsável – apenas 8%, portanto, é irrigada.

Em comparação com os outros grandes produtores da pluma no mundo – o Brasil é o quarto maior – a diferença no uso responsável da água é gritante: Israel irriga 100% de sua área plantada, Austrália, 95% e China, 80%.

Somos, também, o maior produtor de algodão sustentável do mundo: em 2017, cerca de 30% do algodão certificado pela Better Cotton Initiative – BCI, saiu das lavouras brasileiras.

O resultado desses esforços são visíveis: segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, a previsão da safra de 2018/2019 chegará no patamar mais alto já atingido, anteriormente, pela produção nacional da pluma, que ocorreu na safra 2010/2011.

O compromisso da cotonicultura brasileira com o uso sustentável dos recursos hídricos consegue balancear proteção ambiental e ganhos de produtividade. Por isso, somos destaque mundial na produtividade e sustentabilidade.