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blog / Empresas têxteis fabricam e doam máscaras para conter a COVID-19

por dentro do movimento | 8 de abril de 2020 | 3

Marcas brasileiras parceiras do Sou de Algodão se posicionam com boas práticas de solidariedade, mostrando que pequenos gestos geram grandes transformações. Veja quais são elas.

Viver uma pandemia não estava nos planos de ninguém no início de 2020. Porém, com a situação fora de controle e a mobilização de políticas públicas do mundo inteiro, a COVID-19 se desdobrou na maior crise global dos últimos 100 anos.

No entanto, o sentimento de coletividade e o compartilhamento de informações confiáveis se tornaram parte da esperança de cura. Pessoas têm praticado o distanciamento social para frear o contágio e na esfera jurídica a solidariedade também se fez presente. Empresas da área têxtil e parceiras do movimento Sou de Algodão estão voltando seus esforços a uma atitude simples e que pode fazer toda a diferença: a produção e doação de máscaras de tecido.

DOAÇÕES E CONSCIENTIZAÇÃO

A Ideia Crua foi uma das marcas que se posicionaram diante da crise gerada pela Pandemia. A marca passou a confeccionar máscaras de tecido e a vender online os kits com 4 unidades. A cada kit vendido, serão doadas 2 máscaras de TNT para moradores de favelas da periferia de São Paulo. A doação foi atrelada às vendas para preservar os empregos da estamparia e manter a empresa funcionando.

A população carcerária de São Paulo também estará mais protegida. Com uma iniciativa da nossa parceira Estamparia Social, em conjunto com o Projeto Selos, estão sendo confeccionadas e doadas máscaras de tecidos para os agentes penitenciários.

Máscaras de tecido da Estamparia Social, direcionadas para centros de acolhimento e agentes penitenciários de São Paulo | Foto: Facebook Estamparia Social

Em Goiás, a confecção Mon Petit também está produzindo máscaras com tecido 100% algodão. De acordo com a publicação no Instagram, a empresa também afirma que dará continuidade ao projeto posteriormente com pacientes oncológicos de hospitais.

Já a Vicunha, maior empresa do setor têxtil do Brasil, apostou na solidariedade focada na proteção dos profissionais da saúde. Até agora, já foram doadas 27 mil máscaras para as secretarias de saúde do Ceará e do Rio Grande do Norte. Os itens, que seriam utilizados pelos funcionários da Vicunha na produção, estão sendo destinados aos profissionais de saúde de hospitais públicos que estão atuando no combate ao Covid-19.

E para reunir em uma só missão as empresas que estão confeccionando máscaras de tecido, o Portal Ecoera, apoio institucional do Sou de Algodão, criou uma rede de apoio para localizar quem fabrica e distribuir a quem precisa. Para fazer parte da rede, as marcas podem se inscrever AQUI.

Já o Instituto ITI, de Itabira, que se dedica ao apoio do empreendedorismo e à transformação social na cidade, está produzindo uma grande quantidade de máscaras e capotes descartáveis. A intenção é entregar nos próximos dias a produção para profissionais da saúde pública do município.

Voluntários confeccionam máscaras descartáveis no ITI, em Itabira | Foto: Facebook Ronaldo Silvestre

 

UM MILHÃO DE MÁSCARAS

Um pequeno grupo de voluntários mineiros criou o movimento 1MM (Um milhão de máscaras), que tem o objetivo de suprir a demanda do Comitê de Crise do Governo de Minas Gerais. Para isso, o grupo está estimulando profissionais e empresas de moda de Belo Horizonte a se unirem para a confecção e doação de máscaras de tecido e TNT.

A produção será doada para hospitais, asilos, comunidades e ao público em geral. “Estamos mobilizando as indústrias de confecção, oficinas, facções, costureiras independentes e quem puder nos ajudar” – diz Rita Engler, professora da UEMG e uma das coordenadoras do Movimento. Marcas como Bianza, Cláudia Rabelo, Isabella Paes, Kumaro e Plural, já aderiram à rede de solidariedade, além da Audaces, Frente da Moda Mineira, GM Gestão de Resíduos Têxteis, IMA Têxtil, Volmape, Universidade Estadual de Minas Gerais e Secretaria Estadual do Meio Ambiente e o movimento Sou de Algodão, que também apoiam a iniciativa.

“Estamos orientando e sugerindo que as empresas possam fazer máscaras com o que tem em casa neste momento (ponta de estoque de tecidos, peças de coleções passadas, retalhos, etc.), ou então incluir o molde da máscara no mapa de corte da coleção em vigor. É uma forma também de conscientizar o setor quanto à geração de resíduos têxteis” – salienta Gabriela Marcondes, da Ecomaterioteca, que faz parte da coordenação.

Confira abaixo as marcas parceiras e apoiadores institucionais do movimento Sou de Algodão que estão se dedicando à fabricação e doação de máscaras. Se você souber de alguém ou algum ponto de suporte que esteja precisando desses produtos, entre em contato diretamente pelo Instagram delas. E se você quiser confeccionar a sua máscara em casa, o Ministério da Saúde indica o passo a passo.

Juntos somos mais fortes!

Casa Charllô – Viçosa/MG

Estamparia Social – São Paulo/SP

Fluory – Ribeirão Preto/SP

Ideia Crua – São Paulo/SP

G.Vallone – São Paulo/SP

Instituto ITI – Itabira/MG

Marina Abdala – Ribeirão Preto/SP

Marlan – Guaramirim/SC

Mon Petit – Goiás/GO

Portal Ecoera

Vicunha – São Paulo/SP

Um Milhão de Máscaras – Belo Horizonte/MG

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