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blog / Clube da Preta indica: 9 marcas de afroempreendedores para conhecer

moda & estilo | 11 de setembro de 2020 | 0

Enquanto movimentos levantam a voz da população negra e iniciativas reagem ao racismo, pedimos uma ajudinha especial para os empreendedores Bruno Brigida e Debora da Luz, do Clube da Preta: uma curadoria no capricho para o Sou de Algodão com marcas brasileiras incríveis, lideradas por pessoas negras e/ou de origem periférica, que têm em sua base de trabalho o orgulho negro. São empresas que trabalham com estampas, produtos, conceitos e públicos distintos, com uma pegada criativa e engajadora.

Ah, e se você ainda não conhece o Clube da Preta, é bom ficar ligado! Eles são um clube de assinatura de itens de moda, arte e cultura e que trabalha exclusivamente com produtos feitos por afroempreendedores brasileiros. Os assinantes recebem uma caixa surpresa mensalmente em casa e ajudam a transformar realidades de famílias e pequenas empresas.

Para fazer parte do Clube da Preta, basta entrar no site, preencher um formulário com respostas sobre seu perfil, preferências e estilo de vida, efetuar o pagamento e pronto! Uma caixa super bacana vai chegar na sua casa com produtos escolhidos a dedo pra você.

Agora que já conhece o trabalho do Clube da Preta, dá uma olhada nessas indicações de 9 empresas lideradas por afroempreendedores!

ZKAYA MODA AFROBRASILEIRA

Site oficial | Instagram

ZKaya preserva as padronagens africanas em itens de desejo | Foto: divulgação

Uma marca de moda afro-brasileira que traduz em suas estampas a alma e a força ancestral africana. Nasceu em julho de 2016, através do sonho da proprietária em ter uma marca que a representasse com produtos com identidade afro. O nome é a junção do nome africano Zaki que significa inteligente e justo, com o símbolo africano adinkra Aya que significa resistência e perseverança.  

“O slogan ‘A arte de (re) existir’ é a nosso jeito de expressar que queremos que as pessoas se apropriem da nossa história,  e usem a oportunidade que temos todos os dias de existir de uma nova forma, enfrentando seus medos, e trazendo à tona a melhor versão de si, seja com um tênis, bolsa, brinco, ou qualquer outro item que a gente possa produzir, sejam, elas negras, brancas, mulheres e homens, adultos e crianças”.  

BOUTIQUE DE KRIOULA

Site oficial | Instagram

Michelle Fernandes, criadora da Boutique de Krioula | Foto: Thays Bittar / Revista Reserva

Criada por Michelle Fernandes e Célio Campos, a Boutique de Krioula começou de uma paixão antiga de Michelle: os turbantes, que já utilizava e sempre despertava a curiosidade de suas amigas e pessoas próximas, sobre onde havia adquirido, como utilizar e com o que combinar. 

O negócio rapidamente começou a crescer até o ponto em que se fez necessária a criação do site para melhor atender a quantidade de clientes e aumentar a comodidade na hora da compra. Hoje, a marca conta com uma linha de Afro-jóias como brincos e anéis, desenhadas uma a uma, o que as tornam únicas e especiais, além dos lindos turbantes nacionais e importados da África.  

BENDITA MARIA 

Site oficial | Instagram

Coleção Flor do Sol, com peças exclusivas e fabricação própria da Bendita Maria. Estilista Kelly Teixeira (à esquerda)| Foto: divulgação

A marca nasceu em 2007 em feiras alternativas de São Paulo direcionadas para a moda jovem e urbana. A fabricação é própria e sempre valorizou a mão de obra brasileira em todo o processo produtivo. As peças são exclusivas e atemporais, confeccionadas em pequena escala, garantindo a qualidade e delicadeza na modelagem e costura. 

Inspirada nas roupas de sua vozinha, a estilista Kelly Teixeira desenvolveu uma identidade forte e única para a marca, colocando em suas criações toda a paixão pela moda. 

MADDIE

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Amanda Nascimento – à direita – e seu estilo retrô que dá identidade à Maddie | Foto: divulgação

A Maddie nasceu em 2013 com o desejo da criadora, Amanda Nascimento, em poder levar peças fofas e diferenciadas do mundo retrô para a região do ABC, em São Paulo. A escassez em tamanhos e modelagens para corpos reais a Maddie resolve dar um passo à frente e começa a criar suas próprias peças em 2016.  

Como toda boa criativa, a cabecinha de Amanda não parava e em meio a tantos desejos e sonhos viu que não tinha jeito: mais um passo devia ser dado e a capacidade produtiva da Maddie precisava crescer. Foi então que Michele Santos entrou no time e iniciou algumas mudanças, como o amadurecimento da marca e a criação da sede em 2019. 

SELLOKO URBAN STYLE

Site oficial | Instagram

Selloko aposta nas modelagens amplas e confortáveis do estilo urbano | Foto: divulgação

Com DNA Black e peças de qualidade a preços acessíveis, a Selloko conquista espaço no mercado afro-empreendedor brasileiro. A empresa nasceu em 2015, na periferia de São Paulo, com a proposta de inovar no jeito de vestir, trazendo um jeito moderno e estiloso.    

A aposta da marca é o universo da periferia como referência. Valorizando sua cultura e também suas raízes, a marca que hoje tem espaço consolidado no mercado afro, agora parte para uma nova fase de expansão de mercado.  O carro chefe da marca é uma peça chave no guarda-roupa de todos: a camiseta unissex com modelagem mais solta, que preza pela liberdade de movimento e conforto. 

NAYA VIOLETA

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A estilista Naya Violeta empresta seu nome à marca | Foto: divulgação

Criada em 2007, a marca leva o nome artístico de sua criadora, a designer Naya Violeta,  profissional que adota como perspectiva para as suas criações o olhar pessoal e afetivo, assim como o caráter auto-biográfico e narrativo, elementos que juntos permeiam as pesquisas visuais e de tendências para a marca.    

O crescimento em sua trajetória estilística está relacionado às experiências de vida e aos processos de amadurecimento que a estilista vem adquirindo ao longo de sua trajetória. Uma profissional versátil, que através da moda vem atuando em diferentes setores, com colaborações mais pontuais em áreas como o cinema, a música, o teatro e a dança, somadas a uma bagagem que inclui também colaborações mais duradouras, como a sua relação com a marca Anunciação.  

MAKIDA

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Cachepuz, uma mistura de cachecol com capuz, criação da Makida | Foto: divulgação

A marca chegou ao mercado em 2016 trabalhando representatividade e passou a se destacar por levar suas roupas ao mundo corporativo. Nascida de uma inquietação da dona Ignez Barcelar, que diz que não se sentia representada no ambiente de trabalho,  a marca foi fundada por ela e seu marido.

Makida, a palavra que deu origem ao nome da marca, é Etíope e tem um significado especial: “A mais bela”, descrita em uma só palavra. A empresa oferece a combinação perfeita para representar a mulher brasileira forte, resiliente, próspera, independente e bem sucedida do hoje e do amanhã.

ERA UMA VEZ O MUNDO

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Os empreendedores Leandro e Jaciana Melquiades, com as bonecas pretas da Era Uma Vez o Mundo | Foto: divulgação

Uma empresa de impacto social que utiliza elementos lúdicos para desenvolver potência em crianças, jovens e adultos. A marca optou pela transformação social através dos brinquedos, que são instrumentos fundamentais para a formação das subjetividades, na relação dos indivíduos que brincam, com o mundo em que vivem.

Seus empreendedores acreditam que a educação é a única possibilidade de transformação coletiva e a meta é impactar a escola, oferecendo material de apoio para os educadores e desenvolvendo metodologias que auxiliem os profissionais na sua rotina pedagógica.

XEIDIARTE

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Camiseta Xeidiarte em homenagem a Zumbi dos Palmares | Foto: divulgação

A Xeidiarte nasceu em junho de 2015, no Facebook, como uma página de ilustrações, charges e caricaturas. Um dos objetivos sempre foi provocar reflexões sobre a sociedade, contestando padrões, estimulando o respeito e a igualdade de direitos e oportunidades, sem esquecer o bom humor.

Desde dezembro de 2017, depois de muitos pedidos, os empreendedores começaram a produzir algumas camisetas. Hoje, o portfólio inclui também vestidos, quadros, cadernos, agendas e tende a aumentar. As ilustrações representam personagens e elementos das culturas negra e popular brasileira.  

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