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blog / 10 dicas práticas para quem quer abrir um brechó

algodão & sustentabilidade | 20 de agosto de 2020 | 5

Convidamos as empreendedoras Mariana Cardoso e Sté Frateschi para falarem sobre a jornada do Elétrica Brechó. Confira os conselhos preciosos de quem já passou muito perrengue e inspire-se para abrir o seu negócio! 

 

Brechó é um termo que anda em alta nos últimos tempos e, provavelmente, você já se deparou com vários na sua cidade. Sim, o apelo ao consumo consciente está funcionando e negócios ligados à economia circular crescem a cada ano. Os brechós estão aí para provar que sim, adquirir roupas de segunda mão faz uma baita diferença para quem compra, quem vende e para a sustentabilidade na moda.  

Para entendermos melhor como funciona este universo dos negócios “second hand”, conversamos com duas empreendedoras que investiram em um brechó e hoje utilizam o negócio para falar de empoderamento e, claro, moda consciente.  

 O nascimento do Elétrica Brechó 

No finalzinho de 2016, as amigas Mariana Cardoso, publicitária, e Sté Frateschi, fotógrafa, ambas de Ribeirão Preto, decidiram oficializar um negócio que já estava sendo colocado em prática há tempos, de modo informal. Foi neste momento que o gosto por garimpar peças usadas se tornou uma empresa. Nascia o Elétrica Brechó. 

Trata-se de um brechó online e itinerante que compra e vende roupas e acessórios em todo o Brasil. Com a pandemia, a ação ficou somente na internet, mas as meninas afirmam que, assim que possível, voltarão a estar em feiras e bazares por aí.  

O claro posicionamento do Elétrica em sua comunicação já diz a que veio. “Aqui a moda é com propósito, responsabilidade e representatividade!”, diz Mariana, que trabalha com marketing de moda desde 2013  

Sté (à esquerda) e Mari (à direita), apaixonadas por moda. As amigas começaram o negócio em 2016, participando de feiras e bazares | Foto: arquivo pessoal

O desafio da pandemia de Covid-19 

Segundo Mariana, o período de quarentena representou um grande desafio para o brechó. E, parte da solução, foi pensar em alternativas para continuar se comunicando com os clientes de forma criativa, segura e eficiente.  

“A parte mais desafiadora está em pensar alternativas para fotos com modelos, que eram a base do nosso material. Fizemos um ensaio à distância no qual deixamos as peças com cada modelo e eles mesmos se fotografaram em suas casas, respeitando o isolamento social”, explica, afirmando que a estratégia deu super certo, mas que a logística foi bem complicada 

Para a empreendedora, se reinventar é necessário em um momento como esse. “Estamos aprendendo demais tendo que pensar fora da caixinha. 

QUER COMEÇAR UM BRECHÓ? SE LIGA NESTES 10 CONSELHOS DAS EMPREENDEDORAS DO ELÉTRICA  

1) Aceite e aprenda com os erros 

Não tem como fugir da dinâmica de erro e acerto, empreender é isso. Já erramos muito, mas o importante foi sempre aprender com isso, dessa forma a gente não repete mais. E também como construir uma relação entre sócias de uma forma saudável, habilidades que não tínhamos, como administração, entre muitas outras.  

2) Peça ajuda e seja apaixonado pelo que faz 

Aprendemos a pedir ajuda, muita ajuda. Se você não tem um super capital financeiro para investir no seu negócio, não tem outro caminho: vai ser necessário paciência e muito trabalho. É também indispensável dedicação e amor pelo projeto que se sonha, pois muitas vezes precisamos nos desdobrar pra fazer acontecer e tirar planos do papel. Uma de nossas maiores motivações é termos valores sólidos, que fazem a gente acreditar que nosso negócio faz parte da mudança que queremos ver no mundo. Isso sempre nos dá energia para seguir e avançar. 

3) Entenda o perfil dos seus produtos 

Saiba exatamente o que você está vendendo. Perguntas simples ajudam você a entender seu produto e o público que ele atrai: é de marca? É simples ou sofisticado? É seminovo? Dessa forma, você vai descobrir quem é o seu cliente e precificar as peças de forma justa pra todos.  

Entender seu produto é o primeiro passo para definir o público do seu brechó | Foto: arquivo pessoal

4) Invista na imagem e em redes sociais 

No período de pandemia, é muito importante que seu negócio tenha uma presença maciça online. Fotos de qualidade fazem toda a diferença e vão agregar muito valor ao seu trabalho. Descreva o produto nos mínimos detalhes, as medidas, o tecido, a textura e a estampa. Tem muito conteúdo legal na internet ensinando a tirar e editar suas fotos pelo celular mesmo. E importante: não adianta postar uma vez nas redes sociais e depois sumir. É necessário criar uma constância, estar lá com frequência, fazer stories, falar sobre seu produto, sobre sua história, o porquê de você estar vendendo seus desapegos ou começando seu brechó. Pessoas se conectam com pessoas e não com marcas ou produtos.   

5) Entenda que tipo de brechó é o seu

Há inúmeros tipos de brechó. Tem os de igreja, o “bagunça”, o bazar de marcas, os onlines, os modernos, os gourmets, os de luxo e por aí vai. Então em cada tipo de brechó, as peças mais populares vão ser diferentes. Aqui na Elétrica, as peças mais procuradas são os jeans vintages (como calça mom e jaqueta bomber) e camisas vintage/retrôs diferentonas, coloridas e estampadas.  

6) Saiba quem é seu público 

Assim como as peças mais procuradas, o perfil dos clientes também vai ser diferente em cada categoria de brechó. No Elétrica, por exemplo, os clientes são em geral jovens (18 a 35 anos), principalmente mulheres em busca de alternativas de consumo. Querem novos lugares para fazer compras fora do mainstream de shopping e grandes marcas ou fast fashion, procurando também por opções de produtos mais sustentáveis, como as peças de brechó. Isso tudo sem deixar de lado o estilo. Nossos clientes não abrem mão de ter peças com personalidade e encontram aqui na Elétrica uma curadoria super cuidadosa e com muita leitura de moda. 

7) Valorize a parte “subjetiva” do seu trabalho 

Empreender em qualquer segmento não é fácil. Mas, pra gente aqui no Elétrica foi bem difícil conseguir chegar numa precificação justa de nossos produtos. Um dos motivos é que o custo de se ter um brechó (as partes práticas, como compra de roupa e embalagens) não é tão alto. O que deixa mais “caro” é a sua mão de obra, suas qualificações (as partes mais “abstratas” do trabalho) e os detalhes que você adiciona no seu negócio. É o seu conhecimento sobre moda, brechós, curadoria, redes sociais, fotografia entre tantos outros. É necessário dar valor ao seu próprio trabalho e isso pode ser bem desafiador, ainda mais quando tentamos ter sempre preços acessíveis.

Na hora de precificar o produto, não deixe de lado o trabalho intelectual, experiência e qualidade da sua curadoria | Foto: arquivo pessoal

8) Trabalhe para derrubar preconceitos 

O maior desafio ainda é a desvalorização dos brechós e de peças usadas. Muitas pessoas ainda acham que itens de segunda mão são velhos, feios e de má qualidade. Que não dá para achar coisas legais ou ainda que as peças devem ser extremamente baratas só porque não são novas. Lutar para mudar essa mentalidade é um trabalho muito difícil, mas é uma de nossas missões. Por isso, no Elétrica nós higienizamos muito bem cada peça, fazemos reparos, adicionamos nosso perfume nas roupas, colocamos tag e tudo mais o que tiver direito para mostrar que a experiência de compra em um brechó pode ser idêntica à de uma peça nova.

9) Comece pequeno 

Quer abrir um brechó? Comece pequeno! O investimento inicial não precisa ser alto. Com um acervo modesto e um Instagram, você vai conseguir começar a entender como funciona esse universo. Definir qual categoria de brechó você pretende ser é essencial e o primeiro passo a ser dado, principalmente para você escolher quais peças comprar pra vender no seu negócio.

10) Atenção à curadoria e à precificação 

Sobre os erros mais comuns, talvez seja curadoria e precificação. Não escolher bem os produtos que você vai vender ou precificar muito abaixo suas peças, pode fazer o seu negócio fechar. Atenção dobrada nesses dois tópicos. E para evitar esses erros, a solução é estudar bastante e pesquisar outros brechós.    

Editorial do Elétrica Brechó: investir na qualidade das fotos é fundamental | Foto: arquivo pessoal

BRECHÓ É SINÔNIMO DE SUSTENTABILIDADE

Para Mari, os brechós são muito importantes para uma economia mais positiva e humanizada, possibilitando diversas formas de compartilhar. Só de ser pautado no reúso, ele já está em total sintonia com a ideia de ‘reduza, reúse, recicle, repare e redistribua 

Brechós também são bem interligados com a cultura de feiras independentes, sendo comuns as exclusivamente de brechós, o que traz pro segmento esse “estilo de vida colaborativo” 

Em paralelo à sua importância na temática econômica, brechós são também de extrema relevância na questão ambiental. Não existe roupa mais sustentável do que aquela que já existe! Essa frase é muito potente e explica de forma simples que nada é mais sustentável, nada vai fazer mais bem pro meio ambiente/sociedade, do que o reúso do que já existe”, afirma a empreendedora.  

5 comentários
  1. Roberto Dias Santos
    Roberto Dias Santos says:

    Top de linha, Gostei muito do seu texto, somente para complementar, tem um programa chamado: Programa PCG, esse programa é um agregador de sites de classificados, nele tem mais de 340 sites de classificados grátis onde você pode anunciar, usando esse programa você pode anunciar de forma automática nesses sites, vale muito a pena usar ele deixa seu trabalho bem mais rápido além de te dar uma lista que sempre é atualizada com sites novos, com esse programa você consegue gerar trafego orgânico e assim receber visitas dos buscadores como o Google e outros, eu sempre usei esse programa para fazer anuncios e faço vendas praticamente usando apenas ele. Fica ai a sugestão… Seu texto me ajudou muito. Ate uma próxima

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  2. Sarah Gomes
    Sarah Gomes says:

    Uau ,amei essas dicas eu amo comprar em brechos e estou pensando montar o meu o mais difícil eu já tenho o ponto comercial, aí pensei por que não montar meu próprio negócio consciente kkkk valeu pelas dicas

    Responder

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