A moda, seja como forma de expressão ou como maneira de atender à necessidade de estilo, já foi bem diferente. Em suas raízes, seus artigos eram produzidos de maneira artesanal, o que aumentava muito o tempo de produção e os custos envolvidos.

Sendo um dos protagonistas da primeira revolução industrial, o setor têxtil se alavancou a partir da difusão das máquinas a vapor, podendo assim atender à demanda por roupas em rápida e grande escala. Toda essa otimização da produção de tecidos e roupas tornou este segmento ainda mais forte e, hoje, é a quarta economia mais lucrativa do mundo.

Vasto e em frequente mudança, nos dias de hoje o mundo da moda se ramifica em dois grandes modelos de negócio, o Fast Fashion e o Slow Fashion.


Fast Fashion

Este modelo é o reflexo de todos os avanços tecnológicos do ramo da moda ao longo de sua história e, em suma, se trata do formato que visa a distribuição rápida de roupas e demais itens do segmento.

As peças produzidas por redes fast fashion costumam acompanhar os gostos do público em geral e, de maneira mais inclusiva, difundir a moda entre os mais diversos públicos.

A forma como os consumidores reagem às peças e quais eles compram dita o que será produzido. Neste modelo a loja conta com pouco estoque e rápida rotatividade, mas, ao contrário do que se pensa, grandes representantes deste segmento têm demonstrado cada vez mais preocupações com conceitos como sustentabilidade e consumo consciente.

Grandes redes têm aderido a esse movimento. São diversas as marcas que buscam inserir medidas sustentáveis na sua produção, como por exemplo adotar o conceito de moda circular e reinserir itens usados de volta na sua produção; ou então aderir a metodologia do Upcycling, iniciativa muito comum no modelo Slow Fashion.


Slow Fashion

O modelo Slow Fashion aposta em peças que carregam um aspecto artesanal e sustentável. Suas peças são produzidas levando em conta conceitos como o consumo consciente de recursos e o já citado UpCycling – ato de reutilizar itens, produtos usados e resíduos para a produção de novas peças.

O modelo Slow Fashion visa não só a inserção de produtos mais sustentáveis nos guarda-roupas do mundo, mas também a disseminação de uma maior consciência quanto ao uso de recursos, sustentabilidade, ecologia e reuso.


Quando os modelos de negócio se relacionam

Apesar de suas metodologias de produção possuírem características opostas, hoje os modos se relacionam de forma colaborativa, onde cada um dos modelos adquire iniciativas propostas pelo outro. As marcas fast fashion adotam cada vez mais os conceitos de sustentabilidade propostos pelas slow fashion, que, por sua vez, investem em uma maior gama de produtos. A tendência é exatamente essa, que os modelos se vinculem ainda mais e proporcionem uma moda mais inclusiva, sustentável e de qualidade para o consumidor.