Da infância à maturidade, do P ao Plus Size: a Rovitex leva moda para todas as idades e estilos, somando preço acessível com qualidade.

Com mais de 30 anos no mercado, a empresa consolidou-se pela pluralidade. Com a missão de “vestir a família, proporcionando acesso à moda”, seus produtos estão espalhados por 12 mil lojas multimarcas e a meta é alcançar 20 mil lojas até 2020.

Para chegar lá a indústria aposta na competitividade. “Com a crise econômica recente muitas fábricas fecharam, mas nós conseguimos crescer. Isso vem de um produto bom, que segue a moda e tem um valor superacessível”, ressalta Ana Fisher, coordenadora de marketing da empresa.

Nas coleções da Rovitex ninguém fica de fora. Dos bebês às mulheres maduras, há peças para todas as idades e tamanhos. Ana ressalta que uma mulher acima de 60 anos pode encontrar seu estilo facilmente nas roupas produzidas. E sem deixar a moda de lado.

Para garantir que suas coleções sejam tendência, a empresa conta com um grupo de estilistas que segue um calendário de viagens com o objetivo de buscar inspirações nas passarelas fora do Brasil e transformá-las em peças comerciáveis. “Nós lançamos a primeira calça pantacourt em 2017 e não vendeu. Nessa coleção é a peça mais vendida. Precisamos estar atentos ao que deseja o nosso consumidor”, explica Ana.


Algodão

O algodão está presente, hoje, em 70% das coleções da Rovitex, conforme informa Genita Reimer, gerente de desenvolvimento e produtos da empresa.

A escolha pela fibra natural atrela conforto a bom preço. “O mercado brasileiro absorve muito bem os produtos feitos com algodão”, diz Ana Fisher. Um dos carros-chefes da fábrica é a linha infantil que, conforme ela ressalta, tem no algodão a matéria-prima favorita. “As mães prezam muito pelo conforto.”

A Rovitex procura levar ao consumidor todas as informações necessárias para que a peça adquirida dure mais, com qualidade. Ana explica que, pelas redes sociais da marca, há dicas de como lavar, passar e manter a roupa comprada em bom estado.

Essas recomendações são colocadas em forma de símbolos na etiqueta das peças, mas Ana entende que as pessoas têm dificuldades em compreender o que significam sem uma explicação mais detalhada. Por isso a marca se preocupa com as orientações. “A ideia não é que a pessoa precise comprar mais e mais, mas que ela saiba como melhorar a durabilidade da sua peça”, ela enfatiza.


Projetos culturais

A Rovitex lança cinco coleções ao ano. Além dos looks que estampam seus catálogos, algo mais chama a atenção. Em cada folder novo a empresa coloca informações sobre um projeto cultural que apoia por meio das leis de incentivo.

Já apoiaram, pela lei Rouanet, o livro “Arte e técnica do vestuário em Santa Catarina”, que conta a história da indústria têxtil no estado do Sul, onde estão localizados. E apoiam, regularmente, iniciativas voltadas à infância, ao esporte, à cidadania, priorizando a região onde estão situados.

“É uma forma de sabermos onde esse valor está sendo utilizado na prática e de apoiarmos projetos que ajudam a transformar a sociedade. Essas pessoas beneficiadas pelos projetos serão nossos futuros consumidores e trabalhadores da nossa empresa”, nas palavras de Ana Fisher.

História

Entre as histórias da indústria têxtil contadas no livro “Arte e técnica do vestuário em Santa Catarina” está a trajetória do casal Rose e Vitor Rambo, que fundaram a Rovitex no início da década de 80, em Blumenau, após trabalharem em loja de confecções.

Para colocarem a fábrica para funcionar foi preciso muita luta do casal fundador. No livro Rose relembra o início, quando abriram uma malharia em sociedade com o pai dela: “Começamos bem devagar, com nossas economias, duas máquinas de costura e a ajuda do meu pai. Não tínhamos muita pretensão, fomos agregando colaboradores um a um. Primeiro contratamos uma costureira; mais tarde, quando compramos um tear, a família entrou para ajudar e acabamos montando uma pequena malharia”.

Começaram pequenos, mas o crescimento foi rápido. Vitor relata que iniciaram as atividades em 1983 e, dois anos depois, já contavam com 70 funcionários.

Por volta de 1986 a família decidiu dividir a empresa e nasceu a Rose e Vitor Têxtil: Rovitex, conforme Vitor relata no livro: “A Rovitex nasceu como uma nova empresa, com 35 funcionários, 15 máquinas de costura e dois teares, progrediu e virou o que é hoje”.

Em 1991, já consolidada, a fábrica transferiu sua matriz para o município de Luiz Alves, onde está ainda atualmente. A Rovitex produz fios, vende matéria-prima, fabrica e comercializa tecidos, mas tem a confecção como “menina dos olhos”.