Quem vê uma peça em jeans, ou denim, não imagina a complexidade dessa indústria, e o quanto é descentralizada e pulverizada. Poucas fabricantes são grandes, e o mercado, imenso, gera uma demanda infinita de peças em formas e estilos diversos, acompanhando as tendências da moda, com lavagens, cortes e formatos, que vão desde as mais simples calças aos mais sofisticados casacos.

Foi assim que nasceu a Estyllus Denim Design, uma empresa de serviços voltada ao segmento têxtil, criada por Alex Rezende, em 2009, para atender às necessidades das diversas facções (oficinas confeccionistas de pequeno porte, geralmente familiares) de um importante polo produtor de peças em jeans de Goiás, que fabrica e distribui suas criações, principalmente no Centro-Norte do país.

Em princípio, a ideia era fazer apenas trabalhos como modelagem e impressão de matrizes. A iniciativa deu tão certo que Rezende ampliou seu negócio e passou também a ofertar desenvolvimento de peças e outros serviços para o mercado de moda.

A Estyllus possui 32 funcionários e trabalha com maquinário que usa tecnologia avançada para atender seus mais de 250 clientes fixos. Atualmente, a produção da empresa ultrapassa 65 mil peças por mês, das quais 95% são feitas com algodão.

Marca registrada da Estyllus desde o início de suas operações, as calças jeans femininas e masculinas são seus carros-chefes. Elas impulsionaram o crescimento e o sucesso da empresa. À medida que novos clientes apareceram, surgiram também outras formas de trabalhar o jeans, então vieram camisas, saias, bermudas, tops e coletes.

“O algodão é uma fibra nobre e essencial na confecção”, diz Rodrigo Rodrigues, diretor comercial da Estyllus. Para ele, o movimento Sou de Algodão, da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), que promove o emprego do tecido na moda, “é necessário para incrementar o uso da fibra natural.”

Além de desenvolver e produzir peças para a futura comercialização dos seus clientes, a Estyllus também vende tecido para aqueles que optam por criar de forma independente suas coleções. Ou seja, a empresa atua indiretamente à venda de varejo e atacado, pois o objetivo é justamente o de oferecer serviço, de fazer “o caminho das pedras” e ajudar seus clientes a terem aquilo que precisam, com prazos determinados e produtos desenvolvidos ao gosto de cada um. Cada coleção de seus clientes é desenvolvida com confidencialidade, para respeitar, além do estilo de cada um, suas estratégias de lançamento de novos produtos. Isto fortalece a relação de confiança com a empresa, perpetuando os relacionamentos comerciais.

 

Sustentabilidade

Preocupada com o meio ambiente, a Estyllus dá grande valor à procedência da matéria-prima que utiliza. Para isso, compra sempre de grandes fornecedores do Ceará, de São Paulo e em feiras especializadas. “Acompanhamos todo o nosso ciclo de produção”, comenta Rodrigues. Outro exemplo de preocupação da empresa com questões sustentáveis é o destino do descarte. O diretor comercial explica que a opção da empresa foi usar a reciclagem para dar um destino àquilo que seria apenas resíduo de produção. Parte do material é desfibrado e retorna para tecelagens, e o que não é aproveitado, é enviado para empresas que alvejam e transformam esse resíduo em estopa, muito utilizada em oficinas e na indústria mecânica.

Para 2018, a Estyllus pensa não apenas em crescimento, mas em fortalecer a marca no país. “Nosso objetivo é influenciar na cadeia produtiva de moda nacional.”

Apaixonada pelo movimento Sou de Algodão, seu último fashion film foi produzido numa fazenda produtora de algodão, mostrando a beleza da lavoura, a força da indústria têxtil e a criatividade de sua coleção.

Para a marca, o algodão é tão essencial em seus produtos, como o denim é na moda. E nós conhecemos a versatilidade do jeans em nosso guarda-roupa. Peças de bom gosto e qualidade são duráveis e nos acompanham em todas as ocasiões!