Sustentabilidade

Novas demandas de consumo: eco-eficiência e transparência

A nossa expectativa sobre marcas em relação a eco-eficiência e sustentabilidade é cada vez maior. Sabemos que as pessoas hoje esperam muito mais do que há 5 anos e já vimos alguma marcas que investiram em coleções para consumo sustentável. Assim, essas ações se tornam norma e deixam de ser um valor agregado ou diferencial. A sustentabilidade não é mais uma palavra importante, mas um padrão esperado – assim como a eco-eficiência.

Eco-eficiência e o comprometimento das marcas

A eco-eficiência é uma abordagem de negócio que visa minimizar danos ecológicos, maximizando a eficiência da empresa e seus processos de produção. Isto pode acontecer através da redução do uso de energia, material ou água, por meio de reciclagem e também por práticas corretas de manejo e uso de produtos. Em suma, o foco está na manutenção da produção, com menos recursos e menos desperdício e poluição. De acordo com o Relatório Global de Sustentabilidade Corporativa da Nielsen, em 2015 as vendas de bens de consumo de marcas com um comprometimento com a sustentabilidade cresceram mais de 4% globalmente, enquanto as sem, cresceram menos de 1%. O relatório também disse que 66% dos entrevistados pagariam mais por bens sustentáveis. Movimento-Eco-Eficiência-FASHREV Foto: Fashion Revolution Day: Movimento que promove a discussão e a reflexão “De onde vem a roupa que usamos? “

A transparência das marcas nas mídias sociais

Além da sustentabilidade real e da eco-eficiência, nada mais do que as marcas fazem é secreto. Hoje em dia, qualquer um poder ser um “verificador de verdade”. A Internet dá às pessoas o poder de expor erros, imprecisões e mentiras – e espalhar essas descobertas em questão de segundos (ou menos). Com o aumento da demanda por transparência nas mídias sociais, a responsabilidade corporativa torna-se uma exigência dos consumidores. Imagem-Movimento-Eco-Eficiencia Foto: Fashion Revolution Day Enquanto “abrir as portas” pode parecer uma iniciativa arriscada para as marcas, as pessoas parecem mais dispostas a perdoar marcas que admitem suas falhas. Admitir erros, pedir desculpas, corrigir e tentar não cometer o mesmo erro duas vezes – esses são alguns dos segredos. Sandy Thompson, diretora global da Young & Rubicam, acredita que as imperfeições podem inclusive gerar lealdade. Em um recente report Think With Google, Thompson diz: “Eu não conheço qualquer pessoa ou marca que sejam perfeitos. Se você é honesto, as probabilidades são de que eu goste de você, apesar de todas as suas imperfeições. A desonestidade é muito mais arriscada, em um cenário onde quase tudo é descoberto. ” Uma forma de ser transparente é apresentar o processo produtivo que existe por trás da marca. A transparência de custos ganha popularidade entre consumidores e é provável que se torne um novo padrão da indústria. Marcas como Everlane e The Reformation têm plataformas nos respectivos ecommerces que listam os custos de produção. Da mesma forma, a empresa de vestuário de luxo Boga publica detalhes sobre os materiais que usa sob a seção “Know” do site. O proprietário Jeff Burkard decidiu fazer isso depois de “reconhecer que os consumidores sentem uma desconexão entre o alto preço dos produtos e a qualidade deles.” Por fim, valorizamos mais um produto quando seu preço é desconstruído. eco-eficiencia-everlane_accountability-black-friday Foto: Everlane