FAQ

Sou de Algodão é um movimento que incentiva o uso desta fibra natural, tão essencial, na moda, através da conscientização sobre seus benefícios à saúde e ao bem-estar, e informação sobre os atributos, como ser natural, confortável, suave, antialérgico, respirável, entre tantos outros.

Em 2015, a Abrapa – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – identificou progressiva queda na demanda pela fibra no setor têxtil, e concluiu que, além das tendências do mercado em se usar cada vez mais tecidos sintéticos, alavancadas pelo fast fashion, a falta de informação do público em relação aos benefícios, e, principalmente, onde encontrar algodão nas marcas preferidas de confecção e varejo, influenciavam nessa queda.

Dessa forma, decidiu-se lançar o movimento no SPFW N42, em outubro de  2016, dentro do universo mais influente de moda, para chamar atenção para esta bandeira e começar a convidar as pessoas a olhar para o algodão, a viver a vida com o toque do algodão.

Entendemos que a moda é influenciada de diversas formas: pelos salões de moda internacionais, por estilistas e consultores de moda e, no âmbito local, o SPFW tem um papel importantíssimo, de reflexão e influência sobre o que estará presente no mercado, atualmente, e para o futuro. O tema da edição 42 da semana de moda não podia ser melhor para o lançamento do movimento: Transformação. O algodão tem essa característica essencial de se transformar, da pluma aos mais variados tecidos, presentes nos diversos segmentos de produtos que usam essa fibra: da fralda de pano ao vestido de luxo. E, para chamar a atenção do público, convidamos como embaixadores os estilistas Alexandre Herchcovitch e Martha Medeiros, e o idealizador do SPFW, Paulo Borges.

Convidamos 3 nomes que são referência na moda, e que dialogam nas diversas esferas que circundam o setor: Alexandre Herchcovitch, figura muito conhecida e admirada por seus colegas, estudantes de moda e marcas que constroem parcerias, nos diversos segmentos, desde cama-mesa-banho até varejo de moda. O algodão está presente em grande parte de suas criações, inclusive na sua nova marca, A La Garçonne.

Martha Medeiros usa algodão e promove o desenvolvimento profissional e a independência financeira de mais de 400 rendeiras em comunidades de Alagoas, que fabricam rendas artesanais usadas em suas criações de luxo. Um dos desafios do movimento era demonstrar que o algodão pode estar presente, inclusive, em looks de luxo feminino, e ela traduz com a delicadeza da renda, como agregar valor à fibra natural.

Paulo Borges, idealizador do SPFW, sempre sonhou em ter uma semana de moda dedicada ao algodão, por carregar cultura e história, e acredita no valor da produção sustentável.

 

São empresas da cadeia do algodão, que trabalham junto com os produtores na elaboração e execução de práticas responsáveis e inovação na cotonicultura. São fornecedores de sementes, insumos, implementos, equipamentos e financiamento agrícolas que têm forte base em sustentabilidade.

São marcas de fiação, tecelagem, malharia, confecção e varejo que usam algodão. Um dos principais objetivos da parceria é informar ao público onde encontrar peças com alto percentual da fibra. Fazem parte do movimento peças compostas por, no mínimo, 70% de algodão, e elas são expostas na vitrine virtual deste site, em “vitrine”.

Todos os segmentos de moda estão contemplados no movimento: infantil, feminino, masculino, fitness, meias e acessórios, cama-mesa-banho, jeans, luxo e artesanato. Queremos que o público saiba onde, e como, o algodão está presente.

Sabemos que a tecnologia têxtil avançou e, atualmente, é difícil diferenciar um tecido de algodão de outro que não contenha a fibra. Para que o público consiga identificar sua presença na composição da peça, criamos uma ação, em parceria com a Etiqueta Certa, para orientar o consumidor a ler e interpretar as informações constantes na etiqueta do produto. Somente ela pode dizer que fibras compõem o tecido, e como cuidar corretamente, para garantir maior durabilidade.

Sim, o algodão é uma fibra natural, produzida em larga escala, e vem da pluma de um arbusto da espécie Gossypium hirsutum, da família do quiabo e do hibisco, e colhida em safras anuais. Dessa forma, é um importante commodity brasileiro, e uma fonte de matéria prima renovável para a indústria têxtil.

O cultivo de algodão, mesmo em larga escala, não prejudica o meio ambiente. A Abrapa é responsável por 99% de todo o algodão produzido no país, e adota práticas responsáveis na cotonicultura, de forma que respeite e preserve os recursos naturais. Para saber mais, acesse http://www.abrapa.com.br/Paginas/sustentabilidade/abr-pilar-ambiental.aspx

O algodão produzido no Brasil adota a cultura em sequeiro. Isto significa que a irrigação da lavoura ocorre exclusivamente através dos fenômenos climáticos (precipitação de chuvas). Dessa forma, há variação na produção a cada safra, de acordo com as condições climáticas do ciclo. No entanto, não há irrigação nem desperdício de água em sua produção. O Cerrado brasileiro é a região onde se concentram os maiores produtores de algodão. Com clima seco e estações mais definidas, o algodão encontrou nessa região, de topografia mais plana, o cenário ideal para a produção em larga escala, com espécie de planta que responde bem às condições desse bioma.

A Abrapa é muito criteriosa e exigente em relação à produção de algodão sustentável, e, por isso, criou o ABR – Algodão Brasileiro Responsável, que prevê ações em três pilares: ambiental, social e econômico. O pilar ambiental é o que inclui ações de preservação do meio ambiente, com o uso responsável de químicos, na quantidade certa e de forma correta, para que, tanto o meio ambiente quanto o trabalhador não sejam prejudicados por sua aplicação. O uso de tecnologias e também de controle biológico de pragas fazem parte das iniciativas que tornam o algodão uma das culturas mais responsáveis e sustentáveis no Brasil. Graças a elas, nosso país é o maior produtor e exportador de algodão responsável, cobrindo a demanda de 1/3 de todo o algodão sustentável consumido no mundo. Conheça como o algodão brasileiro é produzido, com critérios de responsabilidade socioambiental, para o mercado interno e internacional: http://www.abrapa.com.br/Paginas/sustentabilidade/certificacao-abr-e-licenciamento-bci.aspx

Certamente, essas imagens e documentários não retratam a realidade dos 99% da cotonicultura brasileira. A produção de algodão é uma das mais tecnificadas do país. O que isso significa? Que em todos os processos da cultura do algodão, muito pouco tem de intervenção humana. Tanto a semeadura quanto a colheita são mecanizadas, assim como a aplicação de fertilizantes e químicos. Dessa forma protegemos o trabalhador e preservamos a sua saúde. Os produtores de algodão são os profissionais do campo mais satisfeitos, graças a todas as condições sociais garantidas pelos pilares de sustentabilidade da Abrapa, garantindo moradia, assistência médica, educação, lazer e todos os direitos trabalhistas a todos os trabalhadores da produção de algodão. Conheça as ações do pilar social da Abrapa: http://www.abrapa.com.br/Paginas/sustentabilidade/Abr-pilar-social.aspx

Não. Sustentabilidade e produção de orgânicos não são a mesma coisa, assim como o algodão sustentável não é, necessariamente, o orgânico. Para ser sustentável, a produção deve ser feita de forma responsável, que preserve o meio ambiente, respeite o trabalhador e garanta sustentabilidade financeira a seus produtores e colaboradores, de forma que esta e outras gerações se beneficiem da produção. A Abrapa tem ações nessas 3 frentes, que fazem com que a produção seja sustentável. Veja mais em: http://www.abrapa.com.br/Paginas/sustentabilidade/algodao-brasileiro-responsavel.aspx

O algodão orgânico ainda não é possível de ser cultivado em larga escala no Brasil. Sua produtividade é inferior a 50%, portanto, se toda a produção de algodão atual fosse substituída pelo orgânico, seria necessário mais que o dobro da área cultivada atual. Além disso, não é possível garantir uniformidade na produção da fibra, o que piora sua classificação para comercialização.

Por outro lado, muitas das práticas de controle de pragas adotadas atualmente seguem os preceitos da cultura orgânica, como o controle biológico de algumas pragas, reduzindo o uso de químicos.

A Abrapa adota 3 pilares na condução da produção de algodão, e um deles é o social, que proíbe o uso de mão de obra escrava ou trabalho análogo à escravidão. Nesse quesito, os produtores de algodão seguem rigorosamente todas as determinações da legislação trabalhista, de modo que seus colaboradores tenham todos os direitos preservados, como salário adequado, férias e 13º salário, assistência médica, moradia, lazer e alimentação no local. Saiba mais, acessando http://www.abrapa.com.br/Paginas/sustentabilidade/Abr-pilar-social.aspx

O pilar social é muito importante para a Abrapa, e o trabalho infantil é proibido em qualquer parte da produção de algodão. Lugar de criança é na escola, e os maiores grupos produtores têm até escola dentro das fazendas, para garantir o acesso à educação às crianças das famílias dos trabalhadores da cotonicultura.

O algodão está presente em todos os segmentos de moda, desde a fralda de pano do bebê até o vestido de luxo. Para facilitar essa pesquisa, nossas marcas parceiras expõem suas peças de algodão na nossa página ‘Vitrine’, com link para suas páginas de e-commerce. Além disso, publicamos sempre casos interessantes de uso de algodão. Acompanhe essas histórias nas nossas publicações no blog.