Nesta SPFW 42, o Genderless se reafirmou como uma das macrotendências mais fortes do momento, abrindo espaço para um mundo mais democrático e diverso. O legal, nesta edição, é que a tendência apareceu de uma maneira mais ousada e desafiadora. Antes, o Genderless era traduzido em peças masculinas usadas por mulheres, ou em looks que neutralizavam a identificação do gênero. Desta vez, peças que usualmente são classificadas como femininas, como saias, foram usadas por homens e mulheres, sem distinção de gênero, o que foi bem interessante. Nesta versatilidade é claro que o algodão, uma fibra superdemocrática, tem papel protagonista, afinal está na base da maior parte das peças apresentadas nos desfiles. Destacamos o desfile da Cotton Project (onde o algodão está até no nome da marca) que apostou em um visual normcore, com looks simples, despretensiosos e do dia a dia. Lá, estas peças foram apresentadas sem distinção de gênero, com figurinos muito similares para homens e mulheres, mostrando que o Genderless faz, cada vez mais, parte do dia a dia. Já a A La Garçonne, do nosso padrinho Alexandre Herchcovitch, mostrou bermudas e calças de algodão com estampas românticas que foram desfiladas por homens e mulheres, sem distinção. O estilista João Pimenta (Projeto LAB) usou e abusou do preto e branco para criar estampas incríveis. A saia de brim acetinado preto, combinada com sneakers e jaqueta estampada é um exemplo perfeito de como o Genderless chegou diferente nessa edição do SPFW. Genderless