A família Garbugio parece trazer o gene do algodão em seu DNA. O patriarca José Garbugio era plantador da fibra natural no Norte do Paraná (na região de Marialva) e seu filho Milton Garbugio se lembra de sair “bem criança para catar algodão junto com os grandes”.
Hoje, aos 58 anos, Milton é produtor de algodão na região de Campo Verde (a 120 km de Cuiabá), em Mato Grosso, estado para o qual se mudou no começo dos anos 1980, em busca de mais oportunidades de crescimento. Com ele, veio também o irmão Pedro e, no início, eles se dedicaram apenas ao cultivo de soja, mas, em 2000, começaram a plantar o algodão que marcou a infância no Paraná. Algum tempo depois, iniciaram também o cultivo do milho.
Pedro faleceu em outubro de 2014 num acidente de carro; Milton segue firme em sua fazenda, a Lagoa Dourada, e é uma forte liderança na cotonicultura nacional. É vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), depois de presidir a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) na gestão 2013/2014. É também presidente da Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro) e presidiu, de 2005 a 2011, a Cooperativa dos Cotonicultores de Campo Verde (Cooperfibra), uma das mais atuantes do setor. É casado com Márcia desde 1981, com quem teve três filhos, que já lhe deram quatro netos.

A família de Pedro Garbugio, por sua vez, continua cultivando algodão no município de Campo Verde. A viúva Maria, que também vem de uma família de cotonicultores no Paraná, está à frente da Fazenda Paraná com os filhos Marcelo e Marcos (engenheiros agrônomos) e a filha Daiana (advogada).

José Medeiros.
José Medeiros.
Créditos do texto para: Ampa – Associação Matogrossense de Produtores de Algodão