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Algodão e Sustentabilidade

O conceito Renner de oferecer moda responsável 

Responsabilidade social, ecoeficiência e retorno financeiro. Pilares em que grandes empresas, preocupadas com sustentabilidade, apostam para crescer em conjunto com seus parceiros, fornecedores e colaboradores, além de oferecer um produto responsável para os consumidores.

Esse é o modelo de trabalho da Lojas Renner S.A., maior varejista de moda do Brasil, que ganhou nos últimos dois anos o prêmio de empresa mais sustentável do setor de varejo, promovido pela revista Exame. Nascido em 1965, o grupo foi a primeira corporação brasileira com 100% das ações negociadas em bolsa, e está listado no Novo Mercado, grau mais elevado dentre os níveis diferenciados de governança corporativa da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). 

Atualmente, o grupo possui 510 lojas espalhadas por todos os estados do país, sendo 328 Renner (326 no Brasil e 2 no Uruguai), 98 Camicado, do segmento cama, mesa e banho, e 84 Youcom, especializada em moda jovem.

Lojas Renner S.A. não possui fábrica própria. Até o final de 2016, trabalhava com 460 fornecedores de revenda nacionais e internacionais ativos, que fabricam os produtos vendidos nas lojas. 


Sustentabilidade

 De acordo com Vinicios Malfatti, gerente sênior de Sustentabilidade da Lojas Renner, o exercício que a empresa fez internamente, em termos de sustentabilidade, foi criar um conceito de moda responsável, que se destrinçam dentro de 4 pilares: fornecedores responsáveis, gestão ecoeficiente, engajamento de colaboradores, comunidades e clientes  e produtos e serviços sustentáveis. Para eles, não adianta apenas estar dentro das conformidades sociais e ambientais, se não garantirem o desenvolvimento do fornecedor.

“Quando nós olhamos nosso histórico, vemos fornecedores que começaram com a Renner 20, 30 anos atrás, e hoje são nossos maiores fornecedores. Temos um conceito de trabalhar, que é o ‘crescemos juntos’”, explica Malfatti.

A fim de fortalecer o trabalho no país, atualmente, cerca de 70% da produção da Renner é feita no Brasil, e os outros 30% no exterior.

O pilar de ecoeficiência do grupo abrange muitos cuidados em prol do ambiente, que inclui redução do consumo de energia e água e redução de emissões de GEEs (Gases de Efeito Estufa). Tudo isso tanto do ponto de vista interno como dos fornecedores. Há ainda um cuidado extremo com os resíduos. Segundo Malfatti, 98% dos resíduos gerados são reciclados, ou seja, são levados de volta para a operação da empresa e reutilizados. Outro ponto de preocupação e responsabilidade é a toxicidade, a fim de manter o grau aceitável nos produtos.

 

Conservação de energia

 “Temos uma preocupação bastante grande com nossas construções e reformas de lojas, pois estamos crescendo muito. Nós certificamos três lojas dentro do conceito Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), de construções sustentáveis, para reduzir impactos dos pontos de vista de água, energia e deslocamento de matérias-primas, pontua Malfatti.

Na questão de energia, todas as lojas Renner são iluminadas com lâmpadas de LED (que consomem menos energia do que as convencionais incandescentes ou fluorescentes). A tinta usada nas novas lojas é sempre à base de água, processo que, aos poucos, vai entrando nas novas construções. A madeira utilizada é certificada. Ou seja, é uma série de boas práticas eles estão levando para dentro de seus objetivos de boas práticas.

Em 2016, a Renner conseguiu uma redução de 10% nas emissões de CO2, além de uma diminuição considerável no consumo de Quilowatt-hora consumidos pelas operações de eficiência. Nessa linha, eles ainda desenvolveram um laboratório de matérias-primas com o objetivo de diminuir os impactos.

 O trabalho de engajamento da Renner visa a criar agentes de transformação. Isso inclui colaboradores, clientes e o Instituto Lojas Renner, que está, entre outras coisas, focado no empoderamento da mulher na cadeia têxtil, com uma série de projetos realizados para recrutar comunidades.

O projeto Mais Eu é a forma utilizada por eles para financiar o Instituto Lojas Renner. Assim, 5% das vendas líquidas dos quatro dias após o Dia dos Pais são destinadas ao instituto anualmente.

 Eles ainda mantêm parcerias com a ONU-Mulheres, da ONU (Organização das Nações unidas), a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e ONGs (organizações não-governamentais) locais que ajudam no empoderamento de mulheres. Um deles é a captação e treinamento de refugiadas, dando uma oportunidade real de recomeço. O Instituto Lojas Renner oferece dois cursos: escola de costura e atendimento no varejo. Entre 2016 e 2017, 120 mulheres refugiadas foram capacitadas nessas duas áreas.

“Após serem selecionadas, elas recebem capacitação. Algumas são aproveitadas dentro das lojas Renner, outras prestam serviços a fornecedores e outras acabam empreendendo.” As participantes recebem formação tanto para costurar como para se tornarem novas empreendedoras. O instituto ainda mantém convênios e parcerias com universidades, sempre visando a qualificação das mulheres com um olhar mais sustentável dentro do mundo da moda.


Produto responsável

O conceito da Lojas Renner para produtos é o de que eles ofereçam o mínimo de impacto, e isso se mostra por meio de certificações. A empresa trabalha com vários tipos de tecido, mas quando o assunto é algodão, o esforço máximo é para que a fibra tenha um caráter responsável, que seja certificada, para que garanta sua procedência.

“Nós temos certificação BCI (Better Cotton Initiative), que prega a produção de um algodão melhor para o trabalhador, ao meio ambiente e para o futuro do setor, e da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), que igualmente fomenta a produção e o uso da fibra sustentável. Em 2017, teremos 5% do nosso algodão certificado, subindo para 15% em 2018, aumentando gradualmente esse percentual nos próximos anos.”

É um trabalho sério e um esforço contínuo no cumprimento das boas práticas, para oferecer ao consumidor produtos e pontos de venda sustentáveis, reavaliando o passado, e mudando o presente para oferecer um futuro cada vez melhor!

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Algodão e Sustentabilidade

Quem tem criança em casa já deve ter passado por esta situação: está calor, e a pele do bebê se enche de manchinhas, esfriou, e lá vêm as coceiras. E parece não ter solução. Você passa um talco, uma loção, e a coisa só piora. Por que será? Aqui temos algumas pistas. E se os sintomas persistirem, procure um especialista.

Quando falamos em roupas infantis, mais do que moda e estilo, é importante pensar na qualidade de vida dos pequenos, ou seja, no conforto que elas proporcionam. E a escolha do tipo de tecido faz toda a diferença. Mas, será que existe algum tipo de tecido que ajuda a manter a pele das crianças saudável e longe de alergias? A resposta é: sim, o algodão!

A opinião do médico

A doutora Mariane Cordeiro Alves Franco é presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria, e depõe a favor do algodão. Ela diz que “é uma fibra natural, portanto mais difícil de causar alergias, principalmente nas crianças pequenas, que ainda não têm a imunidade bem estabelecida. Nessa idade, elas são mais suscetíveis aos processos alérgicos e, se as colocarmos em contato com tecidos que não sejam naturais, desde muito cedo, estimulamos o desencadeamento desses processos.”

“Quanto menor a criança, mais sensível é a sua pele. O recém-nascido, por exemplo, não tem uma adaptação térmica adequada. Com o uso de roupas em algodão, a briga entre a pele e o ambiente não ocorre, pois esse tecido diminui os ataques que o ambiente pode causar”, completa a médica. Os tecidos de algodão são permeáveis, garantindo a troca de ar entre o corpo e o ambiente, permitindo que a pele respire naturalmente, não abafando, e absorvendo a transpiração, mantendo-a enxuta e longe de bactérias que possam causar irritações.

Ser natural não é a única vantagem do algodão. Tecidos feitos com a fibra podem ser encontrados em diversas configurações, desde malha, veludo, moletom, moletinho, até jeans. Eles trazem, entre outras características, a maciez, suavidade e, principalmente, a respirabilidade, a capacidade que o tecido tem de trocar o ar externo com o interno, mantendo a temperatura, absorvendo a umidade e permitindo a pele respirar.

Entre os processos alérgicos mais comuns a crianças, a dermatite atópica (uma alergia que atinge a parte mais superficial da pele desencadeada por rejeição a produtos e tecidos), é a que mais acomete os pequenos, e é causada, não apenas por inadaptação da pele aos tecidos em contato, mas também por produtos de higiene infantil que usamos. Dessa forma, a médica explica que, para evitarmos processos alérgicos nas crianças, além do uso de roupinhas feitas em algodão, é importante levarmos em conta alguns cuidados, como usar no banho sabonete neutro (sem cheiro e corantes), creme para assadura adequado e também sabão neutro para a lavagem das roupas. E se a pele do bebê for muito sensível, evitar o uso de perfumes, talcos, xampus, lavandas, sabão em pó e amaciante também manterá esse pesadelo distante da rotina da família.

“Quando vemos uma criança toda pintadinha, com aquelas manchas brancas no corpo, a gente já sabe que ela é muito cheirosa, que a mãe está exagerando no cheiro. Aí, já mandamos suspender tudo. A pele é o retrato do que esses produtos causam à criança, assim como a escolha das roupas”, alerta a doutora Mariane.

 

A opinião de quem faz roupas

Pensando na qualidade de vida e também em roupas que se adaptem à moda, a Cia. Hering produz a maior parte de suas peças em 100% algodão, o que inclui duas marcas de linhas infantis, a Hering Kids e a PUC.

Segundo Edson Amaro, diretor de Marcas da Hering, existe a preocupação em fabricar roupas em algodão para proporcionar mais conforto, maciez e respiro para a pele das crianças. “Dentro das nossas coleções, dividimos os produtos em tecido plano, jeans e malha. Sem dúvida, o principal atributo da malha de algodão é o conforto, que nos deixa criar peças que vão aderir bem ao corpo e garantir os movimentos da criança”.

E o resultado desse cuidado pode ser visto no aumento da busca por roupas infantis feitas em algodão. Amaro explica que isto ocorre devido a uma macrotendência mundial, das pessoas e crianças serem 100% livres, até mesmo no momento de escolher uma peça de roupa.

“Quando criamos os nossos produtos pensamos sempre no bem-estar da criança. Por isso, todos os nossos acabamentos respeitam as normas de ‘vestibilidade’ e estamos constantemente em busca de novas tecnologias, modelos e possibilidades”, acrescenta.

Com 137 anos de existência, a Cia. Hering possui fábrica própria, com 7 mil colaboradores que atuam em sua matriz na cidade de Blumenau, Santa Catarina. Apesar de ser longeva e com credibilidade, continua apostando em novas tecnologias para suas produções. Amaro conta que a empresa utiliza a tecnologia de malharia circular para produção de sua matéria-prima, a partir de fios de algodão e suas misturas.

“Trabalhamos com tecnologias de ponta nos setores de beneficiamento, malharia, estamparia etc., de modo que os processos sejam os mais automatizados possíveis, garantindo qualidade e segurança na operação”.

Eles também se preocupam com as cores, ou seja, o tingimento do algodão. “Todos os produtos químicos utilizados em nossos processos são avaliados e suas FISPQs (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico) precisam estar conforme a NBR 14725:2012 (regras e diretrizes que regulam atividades e trabalhos visando qualidade e proteção).

Outra marca que aposta no algodão para crianças é a Piu-Piu. Com sede na cidade de São Paulo, a empresa de 40 anos produz 40 mil peças por mês com a ajuda de 40 funcionários e 150 colaboradores.

A atual coleção de verão teve 100% de suas peças feitas em algodão. O proprietário, Benjamin Sarué, explica que há grande preocupação com o conforto na hora de elaborar as roupas. “É tomado cuidado especial na escolha do tipo de fio de algodão, bem como no acabamento da tinturaria. Trabalhamos com fio 40/1 penteado para proporcionar maior conforto para o bebê”.

A empresa, que sempre trabalhou com algodão, também se preocupa em se atualizar e procurar novas tecnologias para manter altos níveis de qualidade na produção de suas peças infantis. “A cada ano, observamos o desenvolvimento de novas máquinas de fabricação de malha e processos novos de tinturaria”, explica Sarué. Tudo em prol da liberdade e da qualidade quando o assunto é roupa para a criançada.

Criança é alegria, liberdade e diversão. Criança com estilo é criança com saúde. Pense nisso na escolha da roupinha que vai vestir o seu bebê na próxima compra, para ela ficar linda e saudável!



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Algodão e Sustentabilidade

Em um mundo digital onde milhares de influencers buscam seguidores, espaço e atenção do público, o desafio é grande para se sobressair, e dificilmente encontramos aqueles que têm uma história escrita desde pequenos, que ganha novos significados, principalmente num universo tão mutante como o da moda.

Vanessa Horita é uma dessas raridades. Baiana, é casada e tem uma filhinha de três anos. Vive em Barreiras, município mais populoso do extremo oeste baiano, com 180 mil habitantes, e desde muito cedo, aprendeu a conviver com lavouras de algodão, cultivadas pelo pai e os tios. A fibra branca e natural faz parte de sua vida, e é dela que tira a inspiração para a outra atividade a qual se dedica: a moda.

A empresária e digital influencer aprendeu com o pai todos os passos do cultivo do algodão, mas, curiosa, queria mais. Foi então que decidiu estudar o assunto nos Estados Unidos, e se inscreveu no International Cotton Institute, em Memphis, Tennessee. (http://bf.memphis.edu/cotton/). Depois do curso, ficou mais oito meses nos Estados Unidos fazendo estágio em diferentes tradings para aperfeiçoar o aprendizado, sempre com o apoio e incentivo do pai.

De volta ao Brasil, foi para Brasília, onde se formou em administração de empresas, curso escolhido a dedo por considerá-lo útil para qualquer área em que decidisse atuar. E deu certo. Embora Vanessa não atue diretamente com a produção de algodão nas lavouras do pai, domina o assunto, e o aprendizado sobre a fibra lhe deu respaldo para atuar no setor da moda. Acabou por se transformar em uma referência digital sobre tendências, estilo, maquiagem e tudo voltado ao cuidado com a imagem.

Atualmente, Vanessa é uma empresária de sucesso, presta consultoria para várias marcas, lojas e até a pessoas de Barreiras que buscam melhorar sua imagem. Ela também registra suas dicas em redes sociais, onde seus seguidores não param de crescer, e ainda tem um canal no Youtube. E é justamente em um vídeo que ela mostra todo seu amor pelo algodão. Filmado na fazenda da família, Vanessa exibe o plantio, a colheita, a seleção e o alto nível de qualidade que se deve alcançar no processo. 

 

Uma aventura que deu certo

A aventura de Vanessa como consultora de moda começou de maneira informal, quando parentes e amigos perguntavam a opinião dela sobre a combinação de cores e peças para usar no dia a dia. “Em 2011, quando voltei para Barreiras, eu já tinha meus achados e queria compartilhar. Foi quando montei um blog. Meus parentes estavam sempre perguntando o que eu achava de tal modelo ou estilo. Eu sempre ajudei com o que sabia.”

Do blog, que durou dois anos, Vanessa partiu forte para as redes sociais. E foi aí que descobriu como as pessoas gostavam das dicas que dava. O número de seguidores foi crescendo à medida em que postava. Virou referência na cidade e acabou se transformando não apenas em uma empresária de sucesso, prestando consultoria, como em uma grande referência para os que acompanham suas redes.

“Hoje eu sobrevivo 100% da moda. Faço o que gosto e estou feliz”, conta.

Em sintonia com o movimento

Com formação no setor do algodão, além da escola particular que teve em casa, Vanessa entrou de cabeça no movimento Sou de Algodão, da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), quando viu que os objetivos eram os mesmos nos quais ela acredita, fomentar o uso da fibra na moda de forma sustentável. “Quando eu entendi a ideia, logo quis me inserir no movimento para participar de perto. Fiz fotos na fazenda de meu pai, no meio da plantação, usando a camiseta do Sou de Algodão. As imagens viralizaram e quis participar mais e mais. Acabei rodando um filme.”

Ela conta que queria entrar no movimento, não por ser filha de um produtor, mas por seus próprios méritos, como alguém que acredita nos benefícios do uso do tecido na moda. “Eu acredito tanto no movimento, que meu objetivo é ser embaixadora do Sou de Algodão no Brasil e, futuramente, representá-lo internacionalmente.”

Vanessa explica que o algodão não é uma coisa barata, mais do que fomentar o seu uso pode, sim, baixar seu preço, além de oferecer mais qualidade nas peças por meio da fibra natural. “Há uns dois anos, se uma pessoa estivesse numa fast fashion, certamente compraria uma peça com tecido sintético. Hoje, na mesma situação, eu acho que essa mesma pessoa apostaria numa roupa que duraria mais tempo, um produto de algodão. Eu vejo que o fast fashion e o slow fashion estão se encontrando.”

As facetas de Vanessa

Além de prestar consultoria de imagem, Vanessa também investiu em duas linhas que levam seu nome, uma de óculos de sol e, outra, de esmaltes. Ambas oferecidas apenas na cidade de Barreiras, como teste. Os itens se esgotaram rapidamente quando foram lançados. Agora, a empresária já prepara duas novas linhas dos produtos e, assim como em suas redes sociais, pretende alcançar outros mercados no território nacional.

Pessoalmente, admira duas marcas italianas: Gucci, por ousar na mistura de estampas com monocromático, e Miu Miu, de Miuccia Prada, por ser delicada e arrojada. Além da grife Carolina Herrera, por seu caimento, qualidade e preço.

Das marcas nacionais, presta atenção em uma colega que também é digital influencer, a blogueira Nati Vozza, cuja grife NV usa tecidos leves, linho, algodão, renda. Outro é um conterrâneo baiano, Vitorino Campos, muito conhecido por sua costura criativa e arrojada.

Vanessa aposta em Minas Gerais como local de descobertas. “Vá para Belo Horizonte e veja tudo o que eles oferecem. São muitas lojas boas, muita coisa diferente. Vale conhecer”, aconselha.

Para não errar na hora de se vestir, a dica de stylist é investir sempre na terceira peça, um casaco, por exemplo. “Resolve quase sempre”. Outra indicação são os cílios, “eles sempre salvam. Pode estar com olheira, seja o que for, colocar os cílios resolve”.

Ela tem muito mais a dizer e a ensinar, quer saber mais? Siga @vanessahorita.

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Algodão e Sustentabilidade

Tornar a moda sustentável não é uma tarefa fácil, mas há iniciativas que, ainda em pequena escala, vêm fazendo a diferença na moda brasileira, usando criatividade e pesquisa para tingimento e estamparia de tecidos ambientalmente corretos. De quebra, beneficia comunidades de pequenos produtores e até cadeias que não têm conexão com a moda, através do aproveitamento de resíduos para a extração de pigmentos para coloração de tecidos. Conheça três iniciativas superinteressantes em estamparia sustentável.

Etno-Botânica: uma mudança de consciência e a transformação dos tecidos através do uso de extratos da natureza.

A vida da cientista política Leka Oliveira sempre foi ligada à moda, desde o início de sua carreira. E, de seu curso de formação, aprendeu que a política de trabalho em empresas convencionais não era o que queria, então buscou alternativas mais justas e saudáveis tanto no âmbito profissional, como no pessoal.

Com seu companheiro de vida e trabalho, o pesquisador Eber Lopes Ferreira, fundou, em 2008, o Atelier Etno-Botânica (www.etnobotanica.com.br), em Itamonte/MG, focada 100% no desenvolvimento de cores e estampas para tecidos, por meio de processos sustentáveis. Entre seus clientes no Brasil, estão nomes como Osklen, Gilda Midani, Vert, Flavia Aranha, Forest Soul, Il Casalingo, Iara Wisnik e Pano Social, além de marcas na França, Itália e Grécia.

A empresa cultiva plantas tintoriais, em parceria com pequenos agricultores de diferentes biomas do país, e isso promove um trabalho social, gerando renda para essas pessoas. É também a única empresa no Brasil que planta a anileira natural, cultivada para a extração do pigmento azul vegetal índigo, um dos mais antigos corantes azuis têxteis, usado na produção do tecido denim (ou jeans).

Muita gente não sabe, mas para chegar ao índigo, o processo é lento. As folhas são colocadas de molho por horas, período em que o pigmento azul desce para o fundo, formando quase um lodo. Após secar, ele trinca, como um solo ressecado, e se transforma em pedaços, que, posteriormente, darão origem ao pó corante.

Há 20 anos em São Paulo, a mineira Leka se orgulha de ter mudado de vida, por “hábitos verde escuro”, ou seja, “realmente ecológicos, não da boca para fora”. Com a mudança de consciência, também mudou a alimentação, e partiu para relacionamentos interpessoais mais saudáveis e menos estressantes. Abraçou a moda verde.

Em 2014, criou o Studio InBlue Brazil (http://www.inbluebrazil.com/), voltado exclusivamente ao tingimento natural de tecidos e elaboração de peças confortáveis e ecológicas. A empresa tem parceria com a ONG Regua (http://regua.org.br/), que promove a semeadura de árvores na Mata Atlântica: a cada peça vendida pelo InBlue Brazil, o consumidor patrocina um novo plantio de árvore naquela região, que pode ser monitorado por meio de GPS.

Leka acompanha toda a cadeia produtiva dos tecidos e corantes com os quais trabalha. O InBlue Brazil, além de fazer tingimento para outras empresas, produz camisa, camiseta, saia, saída de banho, jogo americano, toalha, cortina, almofada e outros itens. No vestuário, as peças não possuem gênero, tampouco tamanho definido. O que importa é o conforto e a liberdade, e destaca que cada peça tingida artesanalmente é única, exclusiva: “o tingimento artesanal impõe outra forma, contém os veios, as peças são tingidas uma a uma, a diferença é nítida.”

“Cores existem em diversas partes da natureza, mas há as que são boas para têxteis, como as que não são. Dentro dessa gama [boa para têxteis] estão frutos como romã, sementes como urucum, raízes como açafrão e rúbia, o pau-brasil, cuja matéria cromática, vermelha, está no cerne da árvore, assim como a taiúva (que gera quatro cores diferentes:  amarelo, laranja, verde e marrom), além de flores.”

Sobre os tecidos, Leka concorda que o algodão sustentável possui uma receptividade excelente para o tingimento natural, além de ser leve e oferecer respiro para a pele.





Ateliê Shibori+Textiles: a cultura oriental como influência no pensamento sustentável da produção têxtil

A arquiteta e designer têxtil Tatiana Polo sempre teve um pé no desenho e, outro, na natureza. Conta que desde sempre torcia o nariz para tecidos sintéticos, que para ela eram sinônimos de desconforto, não tinham a pegada tecnológica atual. Gostava de ter roupas que ela mesma desenhava. Queria ter peças com tecidos diferentes para vestir.

Em 2001, viajou para Ishikawa, terra natal de seu avô, para atuar como estagiária em um ateliê de pintura em quimonos. “O Japão é um país com forte tradição em processos manuais têxteis, tingimentos naturais e tintura índigo. Os artistas e artesãos da área têm um relacionamento muito bacana entre si, então tive a oportunidade de conhecer amigos de meu professor que trabalhavam com índigo e tingimento vegetal, e visitar lugares.”

Foi lá que teve sua estreia com tingimento à base de extrato vegetal, e participou do primeiro workshop com tintura índigo natural. “Foi uma imersão em diversos aspectos, pois já havia a questão do uso do algodão sustentável, praticavam diversas formas de reciclagem, de roupas a lixo. Pude conhecer o trabalho da People Tree, que tem um olhar consciente sobre consumo e produção há décadas. O tema da reutilização sempre foi importante, dentro da cultura japonesa, muito devido à guerra, por ser um país isolado”, explica.

Por conta da viagem, Tatiana teve a vivência em diferentes processos, entre eles o Shibori, prática tradicional japonesa de tingimento formado com dobra e costura do tecido, do qual se utiliza desde 2002, e dá parte do nome a sua marca, o Ateliê Shibori+Textiles (https://www.facebook.com/shibori.tati/). Ao método, ela incorporou outras técnicas, como a impressão de plantas em tecidos.

A designer diz que no início teve de correr atrás de muita informação para entender o tingimento natural. Foram anos até migrar definitivamente para o uso dos corantes naturais.

Para produzir suas tinturas, Tatiana recorre a matérias brasileiras, ou o que o entorno de uma cidade como São Paulo oferece, como cascas que o mercado descarta, folhas, sementes e flores. Frequenta parques locais para coletar folhas e flores que caem de árvores. “É interessante porque a sua relação com a cidade, com a natureza e com a vida se modifica e se amplia por meio desses processos. E penso que é aí que se reestabelece uma reconexão, pois me torno atenta aos ciclos da vida através da observação, da vivência, e tenho que saber respeitá-los, conhecer os materiais que uso e isso só tende a se ampliar.”

Como tecidos, Tatiana usa algodão e seda, e lamenta que artistas e artesãos, de produção limitada, ainda esbarrem na dificuldade de acesso a um produto de origem mais sustentável, por conta da falta de oferta e preço.

Ela explica que o processo da tinturaria vegetal em si é lento, é necessário paciência e dedicação. São no mínimo duas horas para extração e tingimento, fora os processos de obtenção da estamparia.

E lembra que o cuidado na construção de um produto tão elaborado precisa também desse olhar do consumidor. “O ideal é que [peças que recebem tingimento natural] sejam lavadas manualmente, com sabão neutro, secadas à sombra e guardadas, preferencialmente, enroladas em uma folha de seda.”



Flávia Aranha: valorizando a moda através do trabalho manual e de soluções sustentáveis 

Outra personagem de peso nesse mercado de tingimento natural é a estilista Flavia Aranha (http://flaviaaranha.com/), que começou sua carreira na grande indústria, mas logo percebeu que seu caminho era outro. Descobriu o tingimento natural, insumos para trabalhar de forma sustentável e consciente, e deu uma guinada para outras formas de produzir moda.

Por meio de referências familiares, cresceu em contato com bordados da Ilha da Madeira (Portugal) e rendas do Nordeste, ao mesmo tempo em que assistia a mãe cuidar da horta da fazenda da família, no interior de São Paulo. Numa viagem de pesquisa ao Oriente, encantou-se com a alegria das pessoas e as cores dos tecidos indianos, tingidos com técnicas ancestrais. “Quando voltei ao Brasil, resolvi seguir o caminho de uma confecção natural, responsável e que valoriza o trabalho manual e as pessoas que o realizam”.

A estilista se utiliza de vários materiais para tingir as peças, entre eles, pó de café, cascas de cebola roxa e cascas de romã. Em sua coleção mais recente, verão 2018, as roupas foram tingidas com serragem de pau-brasil, crajiru, eucalipto, macela, arroz negro, ipê roxo, cebola amarela, tango, chá preto, carqueja e aroeira.

Ela busca suas matérias primas nos lugares mais inusitados. “Temos diversas possibilidades, parceria com restaurantes locais para colher as sobras de alimentos da preparação; a serragem do pau-brasil, por exemplo, vem de uma parceria de uma fábrica de violinos do Espírito Santo, e por aí vai. Todos têm possibilidade de adquirir cor no cotidiano, também aprendi a olhar para o que seria lixo e colorir minhas peças.”

É regra no tingimento natural a preocupação com o meio ambiente e com quem produz os materiais que são usados. Nessa toada, a estilista alia fazeres tradicionais de povos ancestrais com tecnologia, o que favorece muito a cadeia produtiva. “Acredito que o comportamento de consumo deve ser consciente e ater-se a esse movimento é valorizar não só o produto final, como também, seus materiais, e, especialmente, quem o produziu.”

Para acompanhar a cadeia produtiva dos tecidos que utiliza, Flavia mantém parcerias. Uma delas é a cooperativa Amaria, de Mayumi Ito, em Muzambinho, Minas Gerais, que tece e tinge algodão e seda artesanalmente. Outra é a Natural Cotton Color, de onde ela adquiriu produtos feitos com o algodão colorido da Paraíba. Além disso, desde o final de 2016, todas as peças que a estilista comercializa possuem uma etiqueta com QR-code, com acesso a pequenos filmes apresentando todo o processo de produção, que começa na colheita do algodão sem agrotóxicos, presente em 50% do que vai para as araras na hora da comercialização.

Soluções não faltam para uma produção de moda mais sustentável. Por estes exemplos, concluímos que sozinhos não chegamos a nenhum lugar. A sustentabilidade da cadeia requer colaboração, parcerias e construção conjunta de objetivos e propósitos, alinhados com a consciência do consumidor, cada vez mais antenado, criterioso e exigente em relação à origem dos produtos que adquire. É um caminho sem volta, e o meio ambiente agradece!

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Algodão e Sustentabilidade

Quando um mesmo propósito existe em duas marcas, o universo conspira para que elas se encontrem e se crie uma nova parceria. Foi assim com a Ahlma e a Vicunha.

Com o desejo de ser sustentável e conectada a novos valores e padrões, foi criada a Ahlma, idealizada por André Carvalhal – ex-Farm e cofundador do coworking Malha, do Rio de Janeiro, e autor dos livros A Moda Imita a Vida e Moda com Propósito – em parceria com o Grupo Reserva, reconhecido por criar uma moda masculina dedicada a um público preocupado com inovações e peças que sejam, mais do que roupas, um modelo de qualidade de vida.

Atualmente com 30 colaboradores fixos entre loja e escritório, a Ahlma conta com cerca de 70 parceiros, fornecedores de produtos e matérias-primas de todo o Brasil.

Pensando sempre em sustentabilidade, a marca cria suas coleções utilizando-se do reuso de matérias. “90% da nossa coleção é feita a partir de sobras, tecidos novos que estão parados e não seriam mais utilizados pela indústria. Dessa forma, conseguimos criar o novo a partir do que já existe, além de peças de roupas feitas a partir de coisas que jamais imaginaríamos que poderiam virar roupas” explica Carvalhal.

Ele conta, por exemplo, que uma pipa de kite vira uma jaqueta, como nas peças Kitecoat da marca. Ou que várias calças jeans descartadas se transformam em outra calça jeans ou em um casaco. “A gente transforma o que já está disponível em uma forma nova. “

E é pensando nessa renovação de produtos, de garantir uma vida mais sustentavelmente adequada, que entra o uso do algodão. Para uma peça chegar à coleção da Ahlma, ela tem que ter um propósito, como afirma Carvalhal. A marca entende que é preciso dar um respiro para o mundo (e deixá-lo respirar) e escolher com cuidado os recursos que serão utilizados na criação dos produtos. “Para viabilizar peças produzidas com uma preocupação sustentável, atualmente trabalhamos com quatro principais caminhos: (1) matérias-primas de reuso, ou seja, matérias-primas que estão ociosas em estoques de grandes confecções e indústrias têxteis, com pequenos defeitos, com o objetivo de restaurar seu valor; (2) matérias-primas biodegradáveis na nossa linha praia; (3) matérias-primas recicladas nos nossos tênis e na nossa linha de jeans desenvolvida em parceria com a Vicunha; (4) algodão com origem certificada para nossa linha de básicos.”

Para Carvalhal, o algodão sustentável, com origem certificada, é a solução ideal para produzir as peças básicas utilizando tecidos de qualidade. Ele acrescenta que, atualmente, a linha de camisetas lisas da Ahlma é toda feita com esse olhar.

E, como não podia ser de outra forma, tudo é acompanhado de perto, para haver a certeza de que a matéria-prima utilizada não agrida o ambiente e o trabalhador. A Ahlma, segundo Carvalhal, tem o compromisso de investigar se os tecidos são de reuso, reciclados, e que não passem por beneficiamentos que agridam o ambiente.  Foi com esse critério que encontrou o jeans reciclado da Vicunha.



“A parceria  AHLMA + Vicunha nasceu da busca por uma maneira mais consciente de se produzir uma calça jeans, essa peça tão chave para o nosso guarda-roupa, mas que pode ser tão nociva para o ambiente se feita da forma tradicional”, diz Carvalhal.


Renata Guarnieiro, gerente de Marketing da Vicunha, afirma que os tecidos com algodão reciclado da empresa já eram exportados há muitos anos para diferentes marcas internacionais. A linha Eco Recycle é uma das novidades e foi lançada e disponibilizada para o mercado de moda no Brasil em 2016, como direcionamento e tendência para as coleções de verão 2018.

“Produtos como os da linha Eco Recycle reinventam o ciclo de vida dos tecidos, transformando e dando longevidade ao algodão. Aparas de tecidos, resíduos do processo de fiação e sobras de fios são desfibrados e transformados novamente em fibra, reiniciando o ciclo de fiação”, explica.

A Vicunha, que completa 50 anos em dezembro de 2017, emprega mais de 7.000 funcionários em todas as suas unidades, que incluem fábricas no Brasil, Argentina e Equador, além de subsidiárias no Peru, Colômbia, Suíça, Holanda e Sri Lanka.

“Somos a primeira têxtil brasileira a se associar ao selo Better Cotton Initiative – BCI. Com isso, a empresa se une a esforços mundiais em prol da produção sustentável do algodão, por meio de melhoria nas condições sociais dos cotonicultores, respeito ao meio ambiente e incentivo ao futuro da economia rural em todos os países produtores. Toda a nossa produção é feita com algodão certificado. “

Renata conta ainda que, no caso da linha Eco Recycle, por exemplo, no tingimento do fio de urdume, usa-se uma seleção de químicos especialmente desenvolvida sob as mais rigorosas normas de qualidade e ambientais, que contribuem para a redução de 80% do consumo da água comparado com um processo standard. Assim, praticamente 100% do corante índigo é absorvido e fixado na fibra, evitando o uso da água e energia para aquecimento em banhos subsequentes na eliminação do excesso não fixado. “No acabamento, a união da fórmula exclusiva de químicos com nova tecnologia de processo reduz o consumo de energia na secagem dos produtos e, novamente, o meio ambiente é significativamente beneficiado. “

A Ahlma, como conta Carvalhal, criou duas bases consagradas na coleção Ahlma + Vicunha: a calça reta com modelagem masculina e a calça justa de cintura alta com modelagem feminina, além de um modelo de jaqueta “para ganhar o abraço da Vicunha e possíveis customizações, porque a gente acredita que cada um faz o seu jeans”.

Nota: no Brasil, 81% de toda a produção de algodão tem certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável), que tem os mesmos princípios do BCI (Better Cotton Initiative), porém com critérios e exigências mais rigorosos para a certificação. 71% é licenciado BCI. O Brasil está entre os maiores produtores de algodão do mundo e é o maior fornecedor de algodão sustentável (produz 30% de todo o algodão BC do mundo), motivo de orgulho para nós, brasileiros, e de maior responsabilidade para os produtores, para manter e superar, em volume e qualidade, a produção de algodão sustentável, um importante commodity nacional.

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Algodão e Sustentabilidade

O Brasil é o maior produtor de algodão sustentável do mundo! E para chegar a esta posição, adota práticas visando o desenvolvimento de sua produção em três pilares: social, ambiental e econômico.
Essas iniciativas tomam como modelo diretrizes da Better Cotton Initiative (BCI), a partir das quais a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) criou o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que certifica toda a produção de algodão sustentável do país, com os critérios de responsabilidade socioambiental e econômico, valorizados pelo mercado mundial.
Os objetivos do ABR são oferecer uma terra melhor para as futuras gerações, uma vida melhor para quem trabalha no campo, e ser um negócio viável para o produtor responsável.
Para mais informações, acesse: http://www.abrapa.com.br/Paginas/sustentabilidade/algodao-brasileiro-responsavel.aspx

Os pilares da sustentabilidade

São três os pilares da sustentabilidade do algodão brasileiro, e a avaliação do atendimento dos critérios para cada um deles é que determinará se aquela produção é considerada sustentável.
No pilar ambiental, os requisitos preveem a preservação dos recursos naturais, e procuram reduzir os impactos ambientais da cultura. No lado social, critérios determinam se a produção gera riquezas e benefícios, não apenas para o empreendedor, empregados ou pessoas diretamente envolvidas no negócio, mas para as comunidades ao redor. E, no econômico,
verifica se responde ao investimento financeiro e remunera o produtor.
O atendimento de todos os critérios certificam uma produção sustentável, com o selo ABR, e permitem o licenciamento BCI, para exportação.

Os números da sustentabilidade no Brasil

O Brasil é o quinto maior produtor mundial, e o terceiro maior exportador, na safra 2015/16, com uma produção de quase 1,44 milhão de toneladas, e exportação de quase 777 mil toneladas de pluma.
São dez os Estados produtores de algodão e, destes, sete são participantes do Programa ABR: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí. A avaliação dos índices de sustentabilidade ocorre a cada safra e, em 2015/16, 81% de toda a produção de algodão foi certificada ABR, e 71% licenciada BCI. Estes números são motivo de orgulho para a
cotonicultura brasileira, que continuará perseguindo resultados progressivos, visando um futuro melhor, para as próximas gerações.

Produção de algodão no Brasil

O algodão, no Brasil, é cultivado em sequeiro, e consome pouca água para a sua produção. Dez Estados brasileiros são produtores: Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, São Paulo e Tocantins, e os maiores produtores estão concentrados na região do Cerrado, com clima quente e seco: Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Goiás e Bahia.

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