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Cuidados

Se você é observador, já deve ter notado que a grande maioria dos bebezinhos e dos vovozinhos e vovozinhas usam roupas de algodão, e não é à toa. A pele mais sensível e delicada pede um tecido mais suave e que permita a pele respirar. E quando falamos na saúde e conforto da mulher, o assunto é ainda mais delicado. A peça que você não vê pode esconder problemas que só quem tem sabe o sofrimento que é. E no mês de prevenção ao câncer de mama, lembramos também que a saúde da mulher não se concentra somente no alvo da campanha.

Algodão 100% e qualidade de vida são palavras que andam juntas. Feito com fibra natural, o tecido garante que o corpo respire melhor, além de a maciez evitar atritos e possíveis problemas para a pele.

O médico Gustavo Pinto Corrêa, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio Grande do Sul, respalda a importância da fibra para a pele: “o algodão tem a capacidade de se adaptar à temperatura interna do corpo, o que não ocorre com os tecidos sintéticos, que se adaptam à temperatura externa, ou seja, se faz calor, eles aquecem e, se faz frio, eles esfriam.” E o ideal é que ocorra justamente o contrário, como faz o algodão. Além disso, segundo o médico, o uso do algodão é importante porque permite que as regiões genital e da virilha se mantenham mais arejadas, possibilitando a evaporação de suor e a drenagem de secreções.

Ana Claudia Gurgel, gerente de Produto da DelRio, uma das três maiores empresas de lingerie do Brasil, explica que as fibras naturais, como o algodão, têm como característica principal o conforto térmico, o que chamam de respirabilidade, ou seja, permite que o ar que vem de fora penetre na peça, dando uma sensação mais fresca e ainda evite odores desagradáveis. “O fato de ser antialérgico também é um ponto muito positivo, que faz a demanda pela fibra ser sempre importante.”

Há cerca de 50 anos, a marca de roupas íntimas femininas criava seu primeiro sutiã confeccionado em 100% algodão, tecido plano, totalmente sem elasticidade. Atualmente, os produtos de algodão da empresa representam 30% de sua produção mensal, de 3,5 milhões de peças. Ou seja, são mais de 1 milhão de itens feitos com a fibra natural.

A fábrica da DelRio fica no distrito de Maracanaú, no Ceará. Lá, 3.500 colaboradores produzem tecido, bojo e elástico para as roupas íntimas, que são comercializadas em todos os estados brasileiros, em grandes magazines e outros 20 mil pontos de vendas especializados, além de em alguns países da América Latina.




Fibra natural insuperável

Para a DelRio, apesar de a tecnologia ter avançado de forma considerável nos fios sintéticos, fazendo com que alguns deles exerçam um papel parecido com o do algodão, essa evolução ainda não conseguiu superar o fio natural. “O fato é que a classe médica sempre viu com bons olhos a fibra de algodão, e até recomenda pelos mesmos motivos citados acima (respirabilidade, hipoalergênico, maciez, durabilidade, resistência a altas temperaturas etc.),e nada como o toque de uma fibra verdadeiramente natural”, diz Ana Claudia.

É verdade. O uso de calcinhas feitas em algodão podem ajudar a evitar alergias e algumas doenças. “O tecido de algodão, ao contrário dos sintéticos, normalmente não causa irritações, e por não reter suor, deixando a região íntima mais ventilada, ajuda a prevenir infecções, candidíase e outros fungos, que podem ocorrer também na virilha”, esclarece Corrêa. Ele alerta ainda para os cuidados com a lavagem das peças, que deve ser feita sempre com sabão neutro, muito bem enxaguadas, e evitar o uso de alvejantes e amaciantes, pois estes podem irritar a pele.

Atualmente, todas as calcinhas e sutiãs com bojo estruturado DelRio têm nos seus forros a malha 100% algodão. “Isso garante maior sensação de frescor nas áreas mais delicadas e ainda evita problemas de alergias”, diz Ana Claudia.

A médica Tatiana Gabbi, assessora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, faz coro. “O algodão é um tecido natural com alto poder de absorção de umidade. A vantagem desse tipo de tecido nas peças íntimas é permitir que haja absorção da transpiração e ventilação. Com isso, reduz-se a umidade e o calor no local. A umidade e o calor criam um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos e bactérias. Além disso, o calor e a umidade pioram situações em que existe excesso de atrito (assaduras). Por ser um tecido natural, é recomendado para quem sofre com alergias.”

Aliás, as peças íntimas feitas com algodão são a melhor opção na hora de a mulher fazer atividade física, pois a prática de exercício aumenta a temperatura do corpo. “É natural que o corpo transpire mais com o objetivo de reduzir a temperatura elevada. Além disso, os movimentos repetitivos do exercício levam a um maior atrito do corpo com os tecidos das roupas”, afirma Tatiana. Assim, fica a dica: aposte sempre no algodão!


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Curiosidades
1 – Sou de Algodão surgiu em outubro de 2016, no São Paulo Fashion Week, com o objetivo de conscientizar o consumidor sobre a importância do algodão. A iniciativa de criar o movimento é da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). O programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), prevê ações nos pilares ambiental, social e econômico, em toda a produção de algodão. Dessa forma, quando você compra peças feitas com o algodão brasileiro, está contribuindo para a sustentabilidade, já que toda a produção certificada pelo ABR respeita e preserva os recursos naturais, além de respeitar o trabalhador. Algodão sustentável sempre está na moda!

2 – Personalidades amam o algodão. O estilista Alexandre Herchcovitch diz “O algodão sempre foi minha fibra preferida para fazer minhas criações”. A estilista Martha Medeiros é nossa parceira e ressalta “Tem sensação mais gostosa do que vestir uma renda ou um tecido de algodão? A sensação é de ser abraçada”. O idealizador do SPFW, Paulo Borges, reconhece a importância do algodão na moda brasileira. Diz que “é essencial, fundamental. Ele carrega cultura”.

3 – Através do movimento, queremos que você olhe de forma diferente para o algodão. Afinal, ele está presente em seu dia a dia, muito mais do que podemos perceber. Está no pijama, na camiseta básica, no jeans versátil, no vestido de gala, na ecobag prática e ecologicamente correta, na toalha de banho macia que acaricia sua pele, na toalha de mesa que enriquece o seu jantar, no lençol suave, e até no tecido da almofada e do sofá. Nosso movimento contempla todos os públicos que consomem moda: infantil, feminino, masculino, fitness, meias e acessórios, cama, mesa e banho, jeans, luxo e artesanato. Ufa!

4 – Aliás, quando falamos em algodão, precisamos destacar a contribuição da fibra para o bem-estar e a saúde das pessoas. Algodão e qualidade de vida são palavras que andam juntas. O tecido garante que a pele respire melhor e, aliado à sua maciez, evita atritos e possíveis problemas de pele. Diversos médicos destacam a importância do algodão para o nosso corpo: ele se adapta à temperatura interna, deixa a pele respirar e é hipoalergênico. Além disso, tem muita durabilidade e sua versatilidade permite produzir tecidos variados que vão da camisa social ao moletom, garantindo conforto no trabalho, na festa e no lazer. Enfim, nada supera o toque de uma fibra verdadeiramente natural!

5 – Diversas marcas que você conhece também abraçam o movimento. Projetos de inclusão social como Bordana e Inbordal, e marcas como Toalhas Appel, Cataguases, Cor com Amor, Estyllus Denim Design, Love Secrets Lingerie, Martha Medeiros, Mon Petit e Norfil são parceiras e trabalham com muito amor, leveza e carinho para fazer as peças, pensando sempre no seu conforto!

6 – Quando você come algo, sempre verifica a tabela nutricional dos alimentos, certo? Pois sabia que com as roupas também deveria ser assim? Quando você compra uma peça, seja uma camiseta ou uma toalha, precisa saber o que está adquirindo. Por trás de uma peça de algodão existe toda uma história, e uma cadeia produtiva que atua com tecnologia e inovação, movimentando a economia, gerando empregos e beneficiando famílias. Por isso, olhe a etiqueta das peças, entenda as informações que ela traz. E acompanhe nosso blog e nossas páginas nas redes sociais. Em breve teremos novidades para você saber como ler a etiqueta, como você faz com a tabela nutricional.

7 – Motivo de orgulho para nós, o Brasil está entre os cinco maiores produtores de algodão do mundo! Entre os principais Estados que produzem estão Mato Grosso, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Nos últimos anos, nosso algodão vem ganhando reconhecimento no exterior por fatores como qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade, padrão e volume. A tecnologia e a inovação estão presentes em toda a produção do algodão no campo. Produzida de maneira responsável, adotando as diretrizes do ABR, nosso algodão é reconhecido no mercado mundial e é preferido por diversos países, o que torna o nosso país o maior fornecedor de algodão sustentável do mundo.

8 – Integram nosso movimento peças das marcas que contenham mais de 70% de algodão em sua composição. Em breve, elas poderão ser facilmente localizadas através da página Onde Encontrar aqui do nosso site. Tem, também, muita história boa para você conhecer aqui no nosso blog, veja histórias de valor, de inclusão social e boas práticas em sustentabilidade das marcas que estão se destacando no mercado.

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Algodão e Sustentabilidade

Quando um mesmo propósito existe em duas marcas, o universo conspira para que elas se encontrem e se crie uma nova parceria. Foi assim com a Ahlma e a Vicunha.

Com o desejo de ser sustentável e conectada a novos valores e padrões, foi criada a Ahlma, idealizada por André Carvalhal – ex-Farm e cofundador do coworking Malha, do Rio de Janeiro, e autor dos livros A Moda Imita a Vida e Moda com Propósito – em parceria com o Grupo Reserva, reconhecido por criar uma moda masculina dedicada a um público preocupado com inovações e peças que sejam, mais do que roupas, um modelo de qualidade de vida.

Atualmente com 30 colaboradores fixos entre loja e escritório, a Ahlma conta com cerca de 70 parceiros, fornecedores de produtos e matérias-primas de todo o Brasil.

Pensando sempre em sustentabilidade, a marca cria suas coleções utilizando-se do reuso de matérias. “90% da nossa coleção é feita a partir de sobras, tecidos novos que estão parados e não seriam mais utilizados pela indústria. Dessa forma, conseguimos criar o novo a partir do que já existe, além de peças de roupas feitas a partir de coisas que jamais imaginaríamos que poderiam virar roupas” explica Carvalhal.

Ele conta, por exemplo, que uma pipa de kite vira uma jaqueta, como nas peças Kitecoat da marca. Ou que várias calças jeans descartadas se transformam em outra calça jeans ou em um casaco. “A gente transforma o que já está disponível em uma forma nova. “

E é pensando nessa renovação de produtos, de garantir uma vida mais sustentavelmente adequada, que entra o uso do algodão. Para uma peça chegar à coleção da Ahlma, ela tem que ter um propósito, como afirma Carvalhal. A marca entende que é preciso dar um respiro para o mundo (e deixá-lo respirar) e escolher com cuidado os recursos que serão utilizados na criação dos produtos. “Para viabilizar peças produzidas com uma preocupação sustentável, atualmente trabalhamos com quatro principais caminhos: (1) matérias-primas de reuso, ou seja, matérias-primas que estão ociosas em estoques de grandes confecções e indústrias têxteis, com pequenos defeitos, com o objetivo de restaurar seu valor; (2) matérias-primas biodegradáveis na nossa linha praia; (3) matérias-primas recicladas nos nossos tênis e na nossa linha de jeans desenvolvida em parceria com a Vicunha; (4) algodão com origem certificada para nossa linha de básicos.”

Para Carvalhal, o algodão sustentável, com origem certificada, é a solução ideal para produzir as peças básicas utilizando tecidos de qualidade. Ele acrescenta que, atualmente, a linha de camisetas lisas da Ahlma é toda feita com esse olhar.

E, como não podia ser de outra forma, tudo é acompanhado de perto, para haver a certeza de que a matéria-prima utilizada não agrida o ambiente e o trabalhador. A Ahlma, segundo Carvalhal, tem o compromisso de investigar se os tecidos são de reuso, reciclados, e que não passem por beneficiamentos que agridam o ambiente.  Foi com esse critério que encontrou o jeans reciclado da Vicunha.



“A parceria  AHLMA + Vicunha nasceu da busca por uma maneira mais consciente de se produzir uma calça jeans, essa peça tão chave para o nosso guarda-roupa, mas que pode ser tão nociva para o ambiente se feita da forma tradicional”, diz Carvalhal.


Renata Guarnieiro, gerente de Marketing da Vicunha, afirma que os tecidos com algodão reciclado da empresa já eram exportados há muitos anos para diferentes marcas internacionais. A linha Eco Recycle é uma das novidades e foi lançada e disponibilizada para o mercado de moda no Brasil em 2016, como direcionamento e tendência para as coleções de verão 2018.

“Produtos como os da linha Eco Recycle reinventam o ciclo de vida dos tecidos, transformando e dando longevidade ao algodão. Aparas de tecidos, resíduos do processo de fiação e sobras de fios são desfibrados e transformados novamente em fibra, reiniciando o ciclo de fiação”, explica.

A Vicunha, que completa 50 anos em dezembro de 2017, emprega mais de 7.000 funcionários em todas as suas unidades, que incluem fábricas no Brasil, Argentina e Equador, além de subsidiárias no Peru, Colômbia, Suíça, Holanda e Sri Lanka.

“Somos a primeira têxtil brasileira a se associar ao selo Better Cotton Initiative – BCI. Com isso, a empresa se une a esforços mundiais em prol da produção sustentável do algodão, por meio de melhoria nas condições sociais dos cotonicultores, respeito ao meio ambiente e incentivo ao futuro da economia rural em todos os países produtores. Toda a nossa produção é feita com algodão certificado. “

Renata conta ainda que, no caso da linha Eco Recycle, por exemplo, no tingimento do fio de urdume, usa-se uma seleção de químicos especialmente desenvolvida sob as mais rigorosas normas de qualidade e ambientais, que contribuem para a redução de 80% do consumo da água comparado com um processo standard. Assim, praticamente 100% do corante índigo é absorvido e fixado na fibra, evitando o uso da água e energia para aquecimento em banhos subsequentes na eliminação do excesso não fixado. “No acabamento, a união da fórmula exclusiva de químicos com nova tecnologia de processo reduz o consumo de energia na secagem dos produtos e, novamente, o meio ambiente é significativamente beneficiado. “

A Ahlma, como conta Carvalhal, criou duas bases consagradas na coleção Ahlma + Vicunha: a calça reta com modelagem masculina e a calça justa de cintura alta com modelagem feminina, além de um modelo de jaqueta “para ganhar o abraço da Vicunha e possíveis customizações, porque a gente acredita que cada um faz o seu jeans”.

Nota: no Brasil, 81% de toda a produção de algodão tem certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável), que tem os mesmos princípios do BCI (Better Cotton Initiative), porém com critérios e exigências mais rigorosos para a certificação. 71% é licenciado BCI. O Brasil está entre os maiores produtores de algodão do mundo e é o maior fornecedor de algodão sustentável (produz 30% de todo o algodão BC do mundo), motivo de orgulho para nós, brasileiros, e de maior responsabilidade para os produtores, para manter e superar, em volume e qualidade, a produção de algodão sustentável, um importante commodity nacional.

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Moda

Quantas peças a indústria têxtil fabrica mensalmente para abastecer o varejo? Milhares? Milhões? E, quantas delas devem ser rejeitadas por pequenos, ou grandes defeitos, e ficam em armazéns ou, simplesmente, vão para o lixo? Só quem foi atrás dessas informações sabe o impacto ambiental (e econômico) dessas peças que não chegam às prateleiras. 

Agustina Comas, uruguaia radicada no Brasil há 13 anos, é uma dessas pessoas brilhantes que teve essa preocupação e pensou em como mudar o destino de roupas que virariam lixo e, com isso, vem consolidando sua marca própria de upcycling e fazendo a diferença no mercado. Formada em design industrial, com habilitação em design têxtil e moda, ela sempre teve a preocupação com a quantidade de descarte que a indústria de moda produz. Com passagens pela Daslu Homem, além de trabalhar como assistente do estilista Jum Nakao, ela viu como as grandes marcas atuam, e aprendeu dar um novo uso a peças que tinham falhas de produção, através do upcycling. “Fiquei meio chocada ao ver a quantidade de descarte que existe, peças que poderiam ser reutilizadas com transformação”, explica. 

Com esse pensamento, ela passou a usar camisas masculinas sem destino no mercado, ou seja, com defeitos, e que eram descarte das empresas, como matéria-prima para criar peças femininas, com design artesanal e totalmente sustentável. Assim, em 2014, nasce oficialmente a Comas, empresa que prioriza transformar a sobra do varejo e tudo que é rejeitado pela indústria em roupas novas e com valor. “Esse ‘lixo’, na verdade, são roupas que ficam paradas em galpões mofando porque não serão comercializadas. Não se pode perder isso. Essas peças têm que retornar ao ciclo vivo do mercado”, diz.


Unindo seu desejo pela criação reciclável e pelo design sustentável, Agustina passou a estudar o setor e as formas de se trabalhar essa cadeia preocupada com o meio ambiente. Ela explica que foi buscar um conhecimento teórico que embasasse sua produção, indo além do pegar uma peça destruída e criar outra; era necessário conhecer de onde a peça vinha, antes de renová-la. Esse aprimoramento teórico rendeu a ela não apenas conhecimento para desenvolver suas peças para a Comas, como também abriu as portas do IED (Istituto Europeo di Design) para que ela desse workshops e aulas de design para sustentabilidade. Ela conta que a ideia é fazer um mestrado na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP) nessa área, mas, com o crescimento da Comas, teve que pôr a parte acadêmica em espera para se dedicar à empresa.




Desconstruindo camisas masculinas, moda que domina, para recriar uma peça feminina – como camisas, vestidos, saias etc. -, a Comas expandiu seus negócios e passou a criar para outras marcas, mas sempre se utilizando de peças de algodão e de resíduos do mesmo tecido. “Eu compro as sobras, as peças com defeito. Mas o que é um defeito? Um furo, uma mancha, um problema de modelagem? O upcycling transforma esse defeito em efeito. E nada se perde.”

Os lotes com defeitos são adquiridos em diferentes fornecedores e, muitas vezes, no caso de jeans, as peças muito danificadas acabam virando um “presente”. “Sim, às vezes, quando vamos comprar, eles nos dão uma leva que é considerada sem valor de venda”, explica, acrescentando que, no upcycling, tudo ganha vida nova na cadeia têxtil.

De acordo com a designer, o upcycling também ajuda em outras questões de sustentabilidade além da recriação de peças, pois, como o jeans já vem lavado, há economia direta de água e energia elétrica.



A próxima empreitada da Comas, ainda em planejamento,  é uma coleção praia upcycling toda feita em algodão 100%.  Criatividade, preocupação com o meio ambiente e um toque de sensibilidade são os ingredientes para transformar peças que não teriam utilidade no mercado, gerando valor e criando novos usos para um mercado cada vez mais preocupado com a sustentabilidade.

 

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Sustentabilidade

Quando falamos em sustentabilidade na moda, qual é a primeira coisa que nos vem à mente? Que a marca não polui os recursos hídricos, ou controla o destino dos resíduos têxteis, correto? Pois bem, esse termo tem sentido muito mais amplo, e a Riachuelo mostra como.

Com 70 anos de existência, e pertencente ao Grupo Guararapes, com sede em Natal (RN), a Riachuelo possui 294 lojas espalhadas por todos os Estados brasileiros, e nunca sofreu qualquer tipo de penalidade por trabalho irregular com fornecedores. Desde 2007 é signatária de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que visa a garantir que seus fornecedores não empreguem mão de obra em situação ilegal. “Como nós já fazíamos o monitoramento da produção sustentável desde 2002, o termo foi apenas um alinhamento formal com o setor têxtil”, explica Reginaldo Limeira de Sousa, gerente de relacionamento com fornecedores e responsabilidade social, que trabalha no grupo há 34 anos.

A empresa conta com uma frente de monitoramento da cadeia produtiva dos fornecedores para saber exatamente de onde vem o produto e para aonde vai o descarte, tudo para preservar o meio ambiente.  Na produção interna, uma lavanderia verde garante o uso reduzido e  o correto descarte de água nos ciclos, além de ter uma equipe de engenharia ambiental que acompanha todos os processos.

Para ir além nesse comprometimento com a cadeia têxtil, a Riachuelo, agora, está criando um departamento de sustentabilidade e responsabilidade social, que entra em vigor em 2018. “Estamos no processo de gestão, criando uma planilha de materialidade a fim de detectar quais são nossos pontos fortes, quais são os fracos, e assim começar a agir”, explica Laís de Seixas Bariani Siqueira Jorge, auditora de fornecedores que vai atuar nessa nova empreitada. O retorno de tanto empenho é fácil de ser detectado. Limeira Sousa diz que isso se mostra no prazer de a pessoa vestir uma peça que ela sabe que foi monitorada nos aspectos ambiental e social.



E onde entra o algodão, nessa história?

Dos produtos de confecção comercializados pela Riachuelo, 60% são produzidos em Natal. Lá, 8.500 funcionários fazem as peças que vão para as lojas. Além disso, um projeto de parceria com o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e o governo do Rio Grande do Norte, com o objetivo de promover inclusão social, inclui outras 61 oficinas espalhadas por comunidades carentes em 27 municípios, para também fornecer roupas para a Riachuelo. “São pequenas oficinas, em média com 28 operários, dos quais 80% são mulheres que ajudam na renda da família”, diz Limeira Sousa.

O algodão nacional e sustentável é responsável por 50% da produção interna de roupas da Riachuelo, motivo de orgulho para a empresa, que se dedica tanto ao controle da cadeia têxtil. Além disso, o algodão nacional foi usado para a confecção de 7.200 camisetas cujo lucro das vendas será totalmente revertido à ARCAH (Associação de  Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade), que ajuda moradores de rua. http://www.arcah.org/



Loja verde: indo além com a sustentabilidade

Em dezembro de 2015, a Riachuelo inaugurou sua primeira loja com projeto ecológico e certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), reconhecimento emitido pelo U.S. Green Building Council (USGBC). A loja conta com reuso de águas pluviais, o que representa uma diminuição de 67% no consumo total, uso de lâmpadas LED, gerando economia de energia, e telhado verde, que melhora o conforto térmico no interior da loja e garante eficiência do sistema de ar-condicionado.

Outras ações da empresa também apostam na ação sustentável, como a reutilização de caixas de papelão usadas para transporte de mercadorias.  Gabriel Rocha Kanner, gerente de produto da Riachuelo, explica que após os produtos chegarem às lojas, as caixas voltam para o centro de distribuição para serem usadas em uma nova entrega. “Apena no primeiro semestre  de 2017, essa ação gerou uma economia de R$ 2 milhões.”

Eles também participam de um projeto da prefeitura de São Paulo para empregar moradores de rua, que recebem treinamento e capacitação para que possam trabalhar e garantir sua própria renda. “Dez ex-moradores de rua já estão trabalhando em nossas lojas, e outros cinco estão em processo de contratação”, diz Kanner.

Sustentabilidade, portanto, vai além de cuidar do meio ambiente. É olhar para o futuro, construindo um ciclo virtuoso que beneficia as comunidades, de forma ampla, melhorando a vida daqueles que estão em contato com a marca, desde o fornecimento da matéria prima até o consumo, de forma cada vez mais responsável.



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Moda

Dizer que essa nova geração já vem antenada e preocupada com o futuro parece clichê, mas vemos isso se materializar quando encontramos talentos como Murilo Tadashi, que, aos 23 anos, ainda se formando em Design de Moda, no IED-SP (Istituto Europeo di Design, de São Paulo), traz esse pensamento nas peças que já começa a criar e expor em sua página pessoal. Apesar da pouca idade, já pensa grande na questão da moda sustentável e no controle da produção da cadeia têxtil. Em suas investidas na criação de peças, é adepto do upcycling (processo que se utiliza de resíduos e descartes para a dar vida a novas peças e agregar valor). “Essa parte da moda me interessa muito, quero refinar meus conhecimentos em upcycling porque acho muito bonita a transformação do material.”

Tadashi explica que, desde o início, olhava para as peças, com o objetivo de transformá-las em novas experiências de uso. Para ele, é muito importante criar algo que contribua de forma equilibrada para o ambiente no qual estamos inseridos, ou seja, moda com sustentabilidade. “É preciso pensar no ambiente e na sociedade. Esse cuidado tem de estar presente desde o momento em que alguém colhe o algodão até o descarte responsável.”



Seu projeto de upcycling com jeans não apenas se tornou conhecido ao ponto de ser finalista em um prêmio internacional da ATCTEX, mas também trouxe contribuições importantes para uma instituição que atende crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social, a ASA (Associação Santo Agostinho). A contrapartida dessa parceria era ele transformar jeans velhos e rasgados em peças novas e devolvê-las para comercialização no brechó da ASA. “Quando fui conhecer o brechó, vi que havia muitos jeans sem valor de venda, desgastados, rasgados. Pensei que era exatamente isso o que precisava. E foi a partir desse material que criei a coleção”, conta Tadashi. Com isso, o produto que já não possuía mais “vida” útil para o mercado, foi transformado em arte e recolocado na cadeia, atuando como trabalho social e contribuindo com o ambiente, já que os produtos não seriam mais descartados.  Desde então, o estilista continua ajudando como voluntário na ASA.


Além do trabalho com jeans, Tadashi fez upcycling com peças de malha 100% algodão. Como um tricô manual, ele corta o tecido, depois o estica até que se transforme em um fio contínuo. Em seguida, entrelaça essa tiras com as mãos, montando um novo acessório. Um trabalho artístico e artesanal. “Eu ainda quero estudar muito a transformação do algodão em novas peças antes de criar uma marca minha.”
Exemplos como este mostram como é possível dar um novo destino a peças que antes seriam enviadas para aterros, beneficiando pessoas e instituições, com criatividade, e reduzindo o impacto ambiental da moda. O algodão é uma das fibras que tem maior potencial para reciclagem, e projetos de upcycling chamam a atenção para isto.


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Sustentabilidade

Quem já não torceu o nariz e repensou sobre os hábitos de consumo, ao ouvir dizer que a produção de jeans é uma das que mais consome água e polui os recursos hídricos? O tecido que entra, e passa por lavagens e tinturas, para chegar àquele tom desejado ou ao desgaste que traz estilo, pode, mesmo, ser um grande problema para o meio ambiente. Mas, será mesmo que toda a indústria de jeans deve ser condenada? Há marcas que já pensaram nisso e estão fazendo diferente, para que o nosso futuro seja melhor.  

Preocupada com a preservação do meio ambiente, a Damyller, uma empresa catarinense, de Nova Veneza, vem valorizando a cadeia sustentável, atuando de forma ativa na economia e no tratamento da água que utiliza em sua produção. Com 38 anos de história, seu principal produto é a calça jeans que, com a colaboração de seus 2.200 funcionários, produz cerca de 150 mil peças por mês, de todo o mix de produtos do universo jeanswear. “Desde que foi fundada, a Damyller está inserida nos valores da responsabilidade ambiental. Nos preocupamos em preservar o  ambiente, gerenciando rigorosamente todos os processos que utilizam os recursos da natureza”, afirma Cide Damiani, diretor da empresa.

A explicação para isso é tecnologia. A Damyller diz estar em constante pesquisa em nível mundial para ter a melhor tecnologia em beneficiamento têxtil. Com esse movimento, eles conseguem números representativos. “Já economizamos 120,7 milhões de litros de água no nosso processo produtivo desde que começamos nossas iniciativas. Só uma de nossas máquinas economiza 3,3 milhões de litros de água por mês.”

Jeans sustentável

Toda a água, depois de utilizada pela empresa, passa por um rigoroso processo de tratamento, composto por uma série de etapas que promovem a remoção dos compostos químicos, físicos e biológicos presentes no efluente, para, enfim, ser devolvida ao rio mais limpa do que quando foi captada. Tudo dentro dos padrões exigidos pelos órgãos ambientais.  Além da economia de água, a empresa ainda conseguiu deixar de usar, mensalmente, quase uma tonelada de produtos químicos.

Damiani explica que são realizadas análises diárias do efluente e monitorados diversos indicadores. Além disso, os resíduos sólidos são separados e embalados conforme os padrões da legislação e caracterizados em dois tipos: os possíveis de reciclagem, que são enviados para as cooperativas, e os não possíveis de reciclagem, que vão para um aterro industrial controlado. 
De acordo com a empresa, a principal vantagem de investir em sustentabilidade é a consciência ecológica. “Nosso objetivo é conseguir crescer e aumentar nossa área de atuação, minimizando o máximo possível o efeito no ambiente. Infelizmente, não existe impacto zero. O investimento foi alto, mas o mais importante aqui é o quanto deixamos de agredir o ambiente.“ O algodão é a principal fibra usada nesta indústria, e seu uso também é muito responsável. Ou seja, segundo a empresa, 99% da compra de insumo parte de fornecedores nacionais renomados, que valorizam a cadeia sustentável.

Como podemos ver, atitudes sustentáveis, que preservam o meio ambiente, não beneficiam somente o ecossistema. A economia que se produz com mudanças em processos e no comportamento das pessoas não torna leve apenas o orçamento para a empresa, mas a nossa consciência, também!



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Empreendedorismo

Quem já visitou Maceió (AL) conhece as rendas que fazem sucesso nas vendas e feiras de artesanato da turística cidade e correm o mundo, levando as cores e a alegria do povo de lá. Mas, talvez, muitos não saibam quanta história carrega a renda colorida, feita com fios 100% de algodão, e que é registrada como patrimônio cultural imaterial de Alagoas.  A região das Lagoas Mundaú-Manguaba abrange uma área de 252 km2 e abriga os municípios de Coqueiro Seco, Maceió, Marechal Deodoro, Pilar, Santa Luzia do Norte e Satuba, no estado de Alagoas. E é aí que o Bordado Filé foi certificado como marca alagoana e ajuda mulheres a conseguirem renda própria por meio do artesanato com o uso do algodão brasileiro.

Falando assim, parece que foi fácil conseguir a certificação. Nada disso. Petrúcia Ferreira Lopes, presidente do Inbordal (Instituto Bordado Filé das Lagoas de Mundaú-Manguaba), diz que a maratona desde a chegada do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) à região, até sair o certificado, foi longa. “Imagine que o trabalho de delimitar as regiões, conversar com as bordadeiras, reconhecer fazendas e engenhos que tinham o Bordado Filé começou em 2010, para o registro sair apenas em 2016.”

As ações para conseguir o certificado tiveram ainda que nomear os pontos, feitos de forma anônima e, muitas vezes, por intuição. Petrúcia explica que as mulheres faziam os pontos do bordado de cabeça, cada uma nomeava o trabalho de acordo com sua memória familiar, como as avós ou bisavós os chamavam. Só que para a certificação é necessária a identificação de cada um deles, e essa também não foi tarefa fácil.

“Até então ninguém tinha parado para catalogar os pontos. Em cada região, cada uma os chamava do jeito que queria. Imagine quantas reuniões tivemos que fazer para definir isso. Foram muitas discussões, porque uma falava que a tataravó dela chamava o ponto de X, a outra, de Y”, diz Petrúcia, rindo ao recordar-se da situação. O resultado de tanta dedicação foi a criação de um livro catalogando todos os pontos do Bordado Filé.

O Inbordal nasceu, oficialmente, em 2014, mas a identificação geográfica (que delimita uma região que possui um produto com características específicas) do bordado como marca foi dada pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade industrial) em 2016.  Hoje, o instituto inclui 30 mulheres associadas, que produzem jogos americanos, sousplat, toalhas e trilhos de mesa, além de blusas, saias e vestidos. Cada uma delas paga um taxa mensal de R$ 15, mas o trabalho do bordado, muitas vezes, é feito por um número maior de mulheres. “Esse valor de R$ 15 é alto para uma associada que recebe Bolsa Família, por exemplo. Então, quando ela leva um encomenda para casa, o bordado é feito em conjunto por ela, pela mãe, pelas filhas e pela nora. A família toda trabalha.”

E esse trabalho compartilhado explica a produção do número de peças feitas pelas 30 associadas. Em média, são 500 por mês. Mas há exceções. Há pouco tempo, uma encomenda exigiu que as bordadeiras confeccionassem 800 jogos americanos em 30 dias. E foram feitos. Trinta mulheres sozinhas não conseguiriam entregar o pedido. A encomenda mais recente, feita por uma empresa ao instituto, é exclusiva. Serão confeccionada cem luminárias de mesa, conhecidas como quenga de coco. Esta também será uma produção em cadeia.

Bordado Filé

Quase tudo de algodão

Da produção do Inbordal, quase 100% é feito com algodão nacional. Apenas em casos específicos, quando há um pedido especial, elas se utilizam de algum outro fio para tecer o Filé. Os produtos são comercializados em rodadas de negócios e feiras, além de vendas para empresas de outros estados. A presidente do Inbordal ressalta que o valor do Bordado Filé do instituto é diferente do filé comum, sem certificação, porque elas trabalham com malha pequena, o tamanho é padronizado e as peças quase simétricas. Há um limite de aceitação para as bordas, não podem ser tortas, assim como os pontos. “É artesanato, não dá para ser totalmente perfeito, mas existe um controle de qualidade, então leva mais tempo para ser feito.” Isso significa que as bordadeiras não associadas abrem mão do compromisso da qualidade testada e certificada pelo instituto, assim como da procedência da matéria-prima que utilizam. 





Rastreamento do artesanato: a arte levada a sério

Já o Inbordal, com a ajuda do Sebrae, está contratando uma empresa de tecnologia para fazer o processo de rastreabilidade de seu produto, catalogando as artesãs e as peças. Petrúcia conta que é a primeira vez que será feita a rastreabilidade de um item na área de artesanato. As peças terão um QR Code – código de barras que pode ser escaneado pela maioria dos telefones celulares com câmera – na etiqueta, onde será possível identificar a artesã, região em que o artigo foi produzido, quanto tempo levou e que tipo de fio foi utilizado. As bordadeiras do instituto, em sua maioria, usam o lucro de seu artesanato para o sustento da casa e da família. São mulheres que vivem em comunidades carentes e que podem, por meio de seu trabalho com o Inbordal, garantir uma renda própria, além de difundir o Bordado Filé e o uso do algodão como matéria-prima.

Não existe palavra que melhor traduza todo esse esforço em construir o patrimônio cultural imaterial de Alagoas, e o trabalho realizado para catalogar e divulgar a cultura do bordado filé, do que amor. O amor pela arte e pela tradição que, construída, apresentada e difundida por gerações, e rastreada e transportada pelo mundo, nunca irá morrer. A Inbordal é parceira do movimento Sou de Algodão, e esteve no Ateliê do Algodão, no 11o Congresso Brasileiro do Algodão, em Maceió, entre 29 de agosto e 1º de setembro de 2017, mostrando que, com o algodão brasileiro é possível fabricar peças carregadas com cultura, tradição e amor.

 




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Sustentabilidade

Lançada em fevereiro deste ano, a Eco Baby Expo levanta a bandeira da sustentabilidade na moda bebê internacional, buscando a atenção dos consumidores, em especial de futuros ou já pais de bebês, em relação aos produtos que compram. O segmento de vestuário infantil é o que tem a maior conteúdo de algodão, e, também, o que concentra os consumidores mais criteriosos e exigentes quanto à qualidade do produto, em especial sua maciez e a ausência de elementos nocivos à pele do bebê.

roupas sustentáveis

Com um alerta para as questões de como a indústria de moda polui o meio-ambiente, a organizadora do evento, Heather Duncan, diz que a manufatura de peças em algodão é a segunda maior poluidora, atrás apenas do processamento de peças com base em petróleo. No entanto, em sua entrevista à WGSN, ela ressalta que peças fabricadas com o algodão sustentável são uma solução para produção em escala, e o BCI (Better Cotton Initiative) vem certificando fazendas, no mundo, que produzem algodão de acordo com seus pilares de sustentabilidade, respeitando o meio-ambiente, as pessoas e os negócios.

No Brasil, a Abrapa reúne 99% da área cultivada com algodão. Destes, cerca de 80% da produção está de acordo com as diretrizes de sustentabilidade do ABR (Algodão Brasileiro Responsável), e 70% tem licenciamento BCI. Com isso, a pluma brasileira, exportada para diversos países e consumida no mercado interno, tem garantia de procedência e qualidade, e se torna importante nesse cenário de produção e consumo de peças sustentáveis.


 
Nota: No Brasil, o ABR opera em benchmarking com a BCI. Todo produtor certificado ABR, caso opte, é licenciado BCI.

Fonte do artigo: https://www.wgsn.com/blogs/eco-baby-expo-fashion-ecofootprint/

 

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Sustentabilidade

À medida que o consumidor se torna mais consciente quanto à origem dos produtos que adquire, mais as empresas se veem obrigadas a investir em produtos sustentáveis, seja pelo uso de matérias-primas recicláveis, novos materiais com origem sustentável, ou pela forma como elas destinam seus rejeitos. 
Nas marcas de moda não é diferente. Elas vêm investindo cada vez mais em produção de coleções sustentáveis, que chegam como produtos premium, destacados em seus pontos de venda. Exemplos como as grandes H&M, Zara e Asos, vêm lançando sucessivas coleções, e ganhando, além da admiração e do engajamento de seus públicos, maiores margens de lucro. Materiais inovadores com base de celulose entram com força nesse segmento, no entanto, o algodão sustentável, ou BCI (Better Cotton Initiative), é uma opção competitiva e já bastante difundida por marcas como Adidas, C&A, Puma, Levi’s e até no segmento de móveis, decorações e produtos para o Lar, da IKEA.

sustentabilidade nas grandes marcas
O Brasil é o maior produtor de algodão sustentável do mundo, e segue as diretrizes do ABR (Algodão Brasileiro Responsável), que tem benchmarking com o BCI, respeitando os pilares ambiental, social e econômico em sua produção. Essa exigência do consumidor tende a crescer, também, no segmento de calçados, que ainda trabalha, em grande escala, com tecidos com base de petróleo. Estamos ainda no início deste movimento do consumo global, e o movimento Sou de Algodão nasce alinhado com as principais demandas e tendências dos mercados.

Fonte do artigo: https://www.wgsn.com/blogs/?p=1191376?utm_source=newsletters&utm_medium=email&utm_campaign=global-daily-insider

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