24 mar X

Algodão é oportunidade

Quando pensamos em algodão logo vem a nossa mente a imagem de algo leve e macio. Raramente nos atentamos para a grandiosidade contida naquela pequena pluma. O cultivo do algodão é uma das atividades mais expressivas no agronegócio mundial, com mais de 30 milhões de hectares, movimentando cerca de 17 bilhões de dólares por ano. Hoje, mais de 60 países, em todos os continentes, produzem a fibra. As últimas safras reconhecem Índia, China, Estados Unidos, Paquistão e Brasil como os cinco maiores produtores de algodão do mundo.

É indiscutível a importância do produto na economia, em escala global. Mas a cultura do algodão tem ainda mais relevância em escala regional, pois muitos países em desenvolvimento têm nessa atividade uma oportunidade de crescer e se fortalecer como economia. O Brasil é um excelente exemplo. Ocupa o quinto lugar no ranking de produtividade das safras 2014/2015 e 2015/2016, devendo confirmar essa posição na safra 2016/2017, de acordo com a projeção do ICAC (International Cotton Advisory Committee). Em nações em desenvolvimento, a história, a economia e o povo estão fortemente ligados ao seu cultivo. No continente africano, quase todos os países produzem algodão e, em alguns deles, como Benin, Costa do Marfim e Camarões, a produção de algodão é a principal atividade econômica. No mundo, podemos encontrar diversos países que sobrevivem quase somente através da cotonicultura.

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Os números relativos à produção de algodão estão diretamente relacionados aos de consumo da fibra. O ranking mundial aponta China, Índia e Paquistão como os três maiores consumidores. Juntos, somam quase 15 milhões de toneladas consumidas por safra. E podemos identificar várias razões que justificam esse consumo nos últimos anos. Dentre eles, podemos enfatizar a tendência da sociedade, em todos os cantos do mundo, na procura por produtos e serviços que causem o menor impacto ambiental possível e estejam comprometidos com questões sociais e de sustentabilidade. Já é fato que as pessoas estão refletindo sobre essas questões e adotando atitudes mais conscientes na hora de consumir. Nesse cenário, os itens provenientes do algodão passam a ser uma sábia escolha.

Podemos afirmar que tanto o consumidor final quanto as nações produtoras de algodão podem se manter otimistas com relação às próximas safras, pois o aumento da procura, a constante profissionalização da cadeia, os incentivos e a fiscalização dos órgãos reguladores da fibra e a boa previsão climática garantem boas perspectivas para a indústria algodoeira.