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Empreendedorismo

A saúde feminina é um assunto delicado e sério, e então, vamos conhecer um pouco mais sobre este universo. Marcas de lingerie que trabalham com algodão são raras e, embora, por norma, 100% dos forros das calcinhas deva ser feita em malha de algodão, isso não é suficiente para afastar de vez qualquer possibilidade de irritações, alergias ou infecções. Por isso, na hora de escolher a sua peça de roupa íntima, considere nossas dicas, e tenha mais saúde.

A Dilady S.A. é uma empresa de moda íntima feminina que já tem 30 anos. Sua fábrica, localizada em Fortaleza, no Ceará, produz 700 mil peças por mês, divididas em três marcas de lingerie e uma de moda praia, que podem ser encontradas em todos os estados brasileiros e em países da América do Sul.

Da produção mensal, 300 mil peças são da Love Secret, marca de lingerie que usa fibras naturais, em especial o algodão. E por que algodão? De acordo com Denise Bello, gerente de produto da marca, por direcionamento estratégico. “Acreditamos que as fibras naturais sejam ideais para pecas íntimas devido ao conforto, respirabilidade e bem-estar proporcionados, além de reforçar uma responsabilidade ambiental que faz parte do DNA da marca.”

O algodão é uma fonte de matéria prima têxtil renovável que, no Brasil, é cultivado de forma responsável, respeitando e preservando os recursos naturais e a saúde do trabalhador, e é um dos commodities mais importantes do país. E esses valores estão alinhados com a filosofia da marca.

A linha de lingerie feita em algodão já existe há 15 anos, e a Dilady adaptou todo o maquinário da produção para trabalhar com o tecido, já que, segundo Denise, a malha é mais delicada para confecção em peças íntimas. O trabalho com o algodão é tão sério para a marca que ela destaca que as peças são todas costuradas, sem deixar rebarbas, linhas e quaisquer pontos de arremate expostos, que possam, eventualmente, provocar irritação à pele. O cuidado também está na escolha dos materiais de acabamento, que vão do elástico ao fecho, e às peças de ajuste das alças, tudo isso para garantir à consumidora um produto que, além de qualidade das matérias primas, ofereça conforto e segurança.

Embora a procura por roupas em algodão, nos diversos segmentos de vestuário, esteja ganhando cada vez mais mercado, sobretudo com a busca do consumidor por sustentabilidade, qualidade e origem, de acordo com a Abvtex (Associação Brasileira de Varejo Têxtil), Denise avalia que um trabalho eficaz de conscientização possa dar ainda mais ênfase à preferência pelo tecido. “Pensamos que essa base precisa ser melhor explorada e valorizada, para que a nobreza desse tecido possa gerar a atenção necessária das consumidoras. Os benefícios do algodão precisam ser mais relevantemente destacados, e, nesse sentido, acreditamos que o movimento Sou de Algodão [da Abrapa] poderá ajudar.”

Há outro modelo de conscientização que ocorre naturalmente na vida da mulher: a tradição, o que se aprende a cada geração e se passa adiante. A criança se torna adulta, que poderá ser mãe e, mais tarde, avó. Esse ciclo de renovação familiar acaba por levar entre gerações o uso do algodão como melhor tecido para a pele e para a saúde feminina.

É quase intuitiva a escolha. Além de ter uma oferta maior de peças em algodão no mercado para as pequenas, as questões de respirabilidade do tecido e o fato de ser hipoalergênico fazem toda diferença. Traz uma memória afetiva da infância, ao mesmo tempo que a opção por peças em algodão dá segurança à mamãe, por ter sido essa a escolha de sua mãe e de sua avó, e assim por diante. “A mãe escolhe algodão para a filha que desfraldou, e continua comprando algodão até que ela se torne menina-moça, e escolha suas próprias peças de lingerie. Ela sabe o que é melhor para a criança. A mulher usa algodão em dois momentos na vida: quando crianças e quando velhinhas, pois a pele é mais sensível, e o algodão não causa alergias”, explica Denise.

Durante o período da amamentação, também, há uma busca por peças em algodão, por serem respiráveis e proporcionarem conforto. As peças feitas com a fibra associada ao elastano garantem suporte ao seio que, nessa fase, está ainda mais sensível. É importante que o tecido evite o abafamento da pele, mantendo-a saudável, longe de dermatites provocadas pela proliferação de bactérias.

À medida que envelhecemos, a hidratação da pele passa a ficar comprometida, e as irritações aparecem. Nesse momento, voltamos a escolher o algodão, com a consciência tranquila de que não teremos irritações causadas pelo contato com o tecido.


Produto e mercado

A calcinha de algodão já teve fama de ser coisa para senhoras, talvez um argumento da concorrência para difundir sintéticos e outras fibras, mais baratos e com inovações em tecidos e rendas que se destacam no segmento de lingerie para seduzir. No entanto, com a evolução das tecnologias têxteis, a moda íntima em algodão igualmente se modernizou, fazendo frente a qualquer tipo de peça e ainda tendo a vantagem de ser ideal para a saúde e para a pele.

“Estamos vivendo um novo ciclo. Neste aspecto, a mulher ainda busca o conforto e a higiene no algodão. Essa fibra é muito ligada à memória antiga e está enraizada nas nossas crenças desde a infância até o consultório do médico, na fase adulta. Mas a evolução da moda e das fibras pede performance na apresentação das modelagens e dos tecidos. O algodão com elastano traz um produto mais nobre, estruturado, com melhor resultado nas lavagens do que em peças totalmente de algodão. Nesse sentido, a mulher quer o cotton moderno, em cores, sem mudar a essência do conforto e do antialérgico. Esta busca é muito clara na infância e quando envelhecemos, e priorizamos o conforto e a saúde, sem abrir mão da beleza. O momento da maternidade é uma fase onde o sentido do algodão aparece forte, pois os seios na amamentação são muito importantes. Fabricamos nossos bojos, que são coenizados em algodão, e os forros das calcinhas são 100% algodão antibacteriano. No mundo, temos a presença do algodão misturado com vários tipos de fibras (viscose, lã, seda…), acompanhando a evolução dos tempos, sem abrir mão da presença importante desta fibra.

Nós, da Love Secret, entendemos e acreditamos que de 100% do guarda-roupa íntimo de toda mulher, pelo menos 30% têm que ter peças confortáveis com fibra de algodão, acompanhando os momentos que sua pele precisa.

Por isso, hoje temos uma marca voltada especialmente para as fibras e malhas naturais ou mesclas, possibilitando a experiência e acompanhando esta crença fortemente enraizada no mundo.”


Responsabilidade social

O Grupo Dilady é certificado pela Abvtex, o que lhes garante muita importância quando o assunto é responsabilidade social, como uso de mão de obra com práticas justas e favoráveis ao bem-estar dos trabalhadores, e ações que estejam sempre dentro do que pede a legislação. Denise explica que essa responsabilidade social é algo que está associado à filosofia de trabalho da empresa. “Estamos há quase 30 anos no mercado, sempre atuando dentro das normas e exigências legais. A segurança de que a empresa atua com seriedade e preza pelo melhor ambiente de trabalho mostra que as pessoas ainda são o maior valor de uma empresa.”

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