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Algodão e Sustentabilidade

Quem tem criança em casa já deve ter passado por esta situação: está calor, e a pele do bebê se enche de manchinhas, esfriou, e lá vêm as coceiras. E parece não ter solução. Você passa um talco, uma loção, e a coisa só piora. Por que será? Aqui temos algumas pistas. E se os sintomas persistirem, procure um especialista.

Quando falamos em roupas infantis, mais do que moda e estilo, é importante pensar na qualidade de vida dos pequenos, ou seja, no conforto que elas proporcionam. E a escolha do tipo de tecido faz toda a diferença. Mas, será que existe algum tipo de tecido que ajuda a manter a pele das crianças saudável e longe de alergias? A resposta é: sim, o algodão!

A opinião do médico

A doutora Mariane Cordeiro Alves Franco é presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria, e depõe a favor do algodão. Ela diz que “é uma fibra natural, portanto mais difícil de causar alergias, principalmente nas crianças pequenas, que ainda não têm a imunidade bem estabelecida. Nessa idade, elas são mais suscetíveis aos processos alérgicos e, se as colocarmos em contato com tecidos que não sejam naturais, desde muito cedo, estimulamos o desencadeamento desses processos.”

“Quanto menor a criança, mais sensível é a sua pele. O recém-nascido, por exemplo, não tem uma adaptação térmica adequada. Com o uso de roupas em algodão, a briga entre a pele e o ambiente não ocorre, pois esse tecido diminui os ataques que o ambiente pode causar”, completa a médica. Os tecidos de algodão são permeáveis, garantindo a troca de ar entre o corpo e o ambiente, permitindo que a pele respire naturalmente, não abafando, e absorvendo a transpiração, mantendo-a enxuta e longe de bactérias que possam causar irritações.

Ser natural não é a única vantagem do algodão. Tecidos feitos com a fibra podem ser encontrados em diversas configurações, desde malha, veludo, moletom, moletinho, até jeans. Eles trazem, entre outras características, a maciez, suavidade e, principalmente, a respirabilidade, a capacidade que o tecido tem de trocar o ar externo com o interno, mantendo a temperatura, absorvendo a umidade e permitindo a pele respirar.

Entre os processos alérgicos mais comuns a crianças, a dermatite atópica (uma alergia que atinge a parte mais superficial da pele desencadeada por rejeição a produtos e tecidos), é a que mais acomete os pequenos, e é causada, não apenas por inadaptação da pele aos tecidos em contato, mas também por produtos de higiene infantil que usamos. Dessa forma, a médica explica que, para evitarmos processos alérgicos nas crianças, além do uso de roupinhas feitas em algodão, é importante levarmos em conta alguns cuidados, como usar no banho sabonete neutro (sem cheiro e corantes), creme para assadura adequado e também sabão neutro para a lavagem das roupas. E se a pele do bebê for muito sensível, evitar o uso de perfumes, talcos, xampus, lavandas, sabão em pó e amaciante também manterá esse pesadelo distante da rotina da família.

“Quando vemos uma criança toda pintadinha, com aquelas manchas brancas no corpo, a gente já sabe que ela é muito cheirosa, que a mãe está exagerando no cheiro. Aí, já mandamos suspender tudo. A pele é o retrato do que esses produtos causam à criança, assim como a escolha das roupas”, alerta a doutora Mariane.

 

A opinião de quem faz roupas

Pensando na qualidade de vida e também em roupas que se adaptem à moda, a Cia. Hering produz a maior parte de suas peças em 100% algodão, o que inclui duas marcas de linhas infantis, a Hering Kids e a PUC.

Segundo Edson Amaro, diretor de Marcas da Hering, existe a preocupação em fabricar roupas em algodão para proporcionar mais conforto, maciez e respiro para a pele das crianças. “Dentro das nossas coleções, dividimos os produtos em tecido plano, jeans e malha. Sem dúvida, o principal atributo da malha de algodão é o conforto, que nos deixa criar peças que vão aderir bem ao corpo e garantir os movimentos da criança”.

E o resultado desse cuidado pode ser visto no aumento da busca por roupas infantis feitas em algodão. Amaro explica que isto ocorre devido a uma macrotendência mundial, das pessoas e crianças serem 100% livres, até mesmo no momento de escolher uma peça de roupa.

“Quando criamos os nossos produtos pensamos sempre no bem-estar da criança. Por isso, todos os nossos acabamentos respeitam as normas de ‘vestibilidade’ e estamos constantemente em busca de novas tecnologias, modelos e possibilidades”, acrescenta.

Com 137 anos de existência, a Cia. Hering possui fábrica própria, com 7 mil colaboradores que atuam em sua matriz na cidade de Blumenau, Santa Catarina. Apesar de ser longeva e com credibilidade, continua apostando em novas tecnologias para suas produções. Amaro conta que a empresa utiliza a tecnologia de malharia circular para produção de sua matéria-prima, a partir de fios de algodão e suas misturas.

“Trabalhamos com tecnologias de ponta nos setores de beneficiamento, malharia, estamparia etc., de modo que os processos sejam os mais automatizados possíveis, garantindo qualidade e segurança na operação”.

Eles também se preocupam com as cores, ou seja, o tingimento do algodão. “Todos os produtos químicos utilizados em nossos processos são avaliados e suas FISPQs (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico) precisam estar conforme a NBR 14725:2012 (regras e diretrizes que regulam atividades e trabalhos visando qualidade e proteção).

Outra marca que aposta no algodão para crianças é a Piu-Piu. Com sede na cidade de São Paulo, a empresa de 40 anos produz 40 mil peças por mês com a ajuda de 40 funcionários e 150 colaboradores.

A atual coleção de verão teve 100% de suas peças feitas em algodão. O proprietário, Benjamin Sarué, explica que há grande preocupação com o conforto na hora de elaborar as roupas. “É tomado cuidado especial na escolha do tipo de fio de algodão, bem como no acabamento da tinturaria. Trabalhamos com fio 40/1 penteado para proporcionar maior conforto para o bebê”.

A empresa, que sempre trabalhou com algodão, também se preocupa em se atualizar e procurar novas tecnologias para manter altos níveis de qualidade na produção de suas peças infantis. “A cada ano, observamos o desenvolvimento de novas máquinas de fabricação de malha e processos novos de tinturaria”, explica Sarué. Tudo em prol da liberdade e da qualidade quando o assunto é roupa para a criançada.

Criança é alegria, liberdade e diversão. Criança com estilo é criança com saúde. Pense nisso na escolha da roupinha que vai vestir o seu bebê na próxima compra, para ela ficar linda e saudável!



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